Madrugada de 25 de julho de 2013. Em estado de êxtase, a Massa alvinegra tomava as ruas para comemorar o sonhado título da Copa Libertadores. Ainda no campo, o técnico Cuca avisava que no clássico contra o Cruzeiro, que ocorreria três dias depois, escalaria um time formado somente por reservas. Em tom de brincadeira, os torcedores alvinegros ironizavam os rivais alegando que o time estrelado faria o embate contra os “amigos do Leleu”, uma "homenagem” ao meia-atacante do Galo, revelado pelas categorias de base alvinegras.
O que poucos sabiam era que aquele “combinado” se apresentaria outras vezes no Brasileirão, devido aos vários problemas envolvendo cartões e lesões, tirando o sono de Cuca. No confronto deste domingo (20), contra o Flamengo, às 16 horas, no Independência, pela 30ª rodada do Nacional, o roteiro não será diferente. Será mais um dia de “amigos do Leleu” em campo.
Para montar o time, Cuca convocou vários jogadores da equipe de juniores. O próprio Leleu deve ser um dos titulares. Mas o que é ironia para a torcida se transforma em assunto sério para todos na Cidade do Galo.
Culpa clara
Segundo Cuca, o principal culpado pelo excesso de desfalques é o calendário do futebol brasileiro. “Tivemos 25 rodadas acontecendo aos domingos e quartas. Não há elenco que aguente, por mais que você trabalhe duro no treino. Jogadores se machucaram, outros foram suspensos. Infelizmente, ficamos sem os seis pendurados para este jogo. Ninguém quis tomar cartão, mas o árbitro (da derrota para o Atlético-PR) saiu distribuindo”, lamenta.
De volta após servir à Seleção nos amistosos contra Coreia do Sul e Zâmbia, na Ásia, o atacante Jô também lamenta o excesso de desfalques. “Não teremos 13 jogadores, é muita coisa. É um time totalmente modificado, então temos de entrar na base da vontade, da motivação”, opina.