Dirigente da Conmebol critica postura da Polícia Militar mineira

Hoje em Dia
Publicado em 04/04/2013 às 19:55.Atualizado em 21/11/2021 às 02:33.

Como era de esperar, a confusão protagonizada pelos atletas do Arsenal, de Sarandí, na noite da última quarta-feira (3), no Independência, teria grande repercussão nesta quinta. O secretário-geral da Conmebol, José Luis Meiszner, resolveu entrar na polêmica e criticou a postura da Polícia Militar de Minas Gerais. Segundo ele, os oficiais tomaram medidas de segurança indevidas para proteger o árbitro do embate, que recebia ofensa por parte do time argentino.

"O que a polícia do Brasil fez ontem (quarta) à noite aos jogadores do Arsenal é imperdoável e incompreensível, e não se pode repetir. No entanto, nós não podemos garantir, de maneira séria e responsável, que isso não voltará a acontecer, porque temos limitações. O ocorrido no Brasil foi um caso de má aplicação das medidas de segurança, porque o que a polícia local fez foi um ato antinatural para uma sociedade moderna", afirmou o dirigente à agência argentina "Télam".

Meiszner prometeu que a confusão será investigadas pelo tribunal da confederação continental. "As punições aplicadas nos tribunais agora serão publicadas para que todo mundo saiba do que se trata e são muito severas. Os dois exemplos mais notórios são os castigos ao campeão Corinthians, pelo sinalizador que matou um menino na partida contra o San José, em Oruro, e ao Vélez Sarsfield, depois dos incidentes protagonizados por seus torcedores no estádio Centenário, no jogo contra o Peñarol", lembrou.

Após a confusão, oito jogadores do time portenho pagaram multa de R$ 38 mil após serem condenados pela Justiça por agredirem policiais militares e um jornalista. O dinheiro usado para pagar a pena foi emprestado pelo Atlético. 

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