Final Caldense x Atlético tem o sonho de Plínio contra o recorde de Léo Silva

Henrique André, Frederico Ribeiro e Alexandre Simões - Hoje em Dia
Publicado em 03/05/2015 às 07:24.Atualizado em 16/11/2021 às 23:52.
Erguer a taça de campeão, símbolo maior de qualquer conquista, eternizou capitães no mundo da bola. No início da noite deste domingo (3), no Estádio Melão, em Varginha, onde Caldense e Atlético decidem a 101ª edição do Campeonato Mineiro, a partir das 16h, Plínio, da Veterana, ou Leonardo Silva, do Galo, viverá a experiência. E entrará para a história.
 
Nos últimos 50 anos, apenas um capitão do interior levantou a taça de campeão em Minas Gerais. Foi Rodrigo Posso, do Ipatinga, em 2005, em pleno Mineirão, numa decisão contra o Cruzeiro. Dez anos depois, Plínio tem a chance de repetir o gesto, no Melão, em Varginha. E isso vem mexendo com o xerife da Caldense, destaque na primeira partida da decisão pela forte marcação sobre o atacante atleticano Lucas Pratto.
 
“Você dorme, e fica se imaginando ali, levantando o troféu. Num time do interior isso é muito difícil. Acho que qualquer capitão sonha com esse momento, de terminar o campeonato levantando a taça. A gente sabe da dificuldade desse compromisso contra o Atlético, mas não tem como não pensar nisso quando deita na cama”, revela Plínio.
 
Currículo
 
Pelo currículo construído no Atlético a partir de 2013, para Leonardo Silva, o título do Campeonato Mineiro de 2015 poderia ser apenas mais um. Mas não é, pois ele pode se tornar o primeiro capitão atleticano a erguer três taças oficiais em menos de um ano. Em julho do ano passado, levantou a Recopa Sul-Americana, e, em novembro, a Copa do Brasil, ambas as conquistas no Mineirão.
 
E o zagueiro, que volta ao time do técnico Levir Culpi, recuperado de lesão muscular, definiu qual terá de ser a postura do Atlético para que ele possa ter a chance de fazer história em Varginha.
 
“Precisamos superá-los no que eles estiverem fazendo. Se eles tiverem raça, nós vamos ter que dobrar essa raça. Se eles tiverem qualidade, vamos ter que dobrar essa qualidade. A camisa não vai ganhar sozinha. Temos que fazer de tudo dentro de campo para superar o adversário em todos os fatores para que a gente possa ser campeão”, garantiu Leonardo Silva, na Cidade do Galo.
 
Na decisão mineira, os melhores ataques são as defesas
 
Dois zagueiros aparecerem como símbolos da decisão do Mineiro, retrata bem a marca desta final, que teve no jogo de ida um 0 a 0, domingo passado, no Mineirão. Apesar de Luiz Eduardo, da Caldense, ser vice-artilheiro do Estadual, com sete gols, dois a menos que Leandro Damião, e Lucas Pratto passar por grande momento no Atlético, são os setores defensivos dos dois times que podem decretar marcas na decisão deste domingo.
 
Sem ser vazada há oito jogos, a Caldense, se não tomar gol hoje, além de garantir o título de forma invicta, decreta a menor média de gols sofridos no Mineiro desde 2004, quando a fórmula de disputa atual passou a ser adotada.
 
No ano passado, o campeão Cruzeiro sofreu cinco gols em 15 partidas disputadas, média de 0,33. Nesta edição, em 14 jogos, a Caldense foi vazada apenas quatro vezes.
 
Pelo lado atleticano, desde 2004, a menor média de gols sofridos pelo time no Campeonato Mineiro, foi 0,60, na edição de 2012, quando levantou a taça de forma invicta.
 
Naquela oportunidade, a equipe comandada pelo técnico Cuca sofreu nove gols em 15 jogos. Atualmente, o time de Levir Culpi tem a mesma marca, numa partida a menos, e iguala o feito de 2012 se não for vazado hoje, o que será importante para a conquista da taça, já que precisa vencer para ser campeão.
 
Favoritismo
 
Firmes dentro de campo na marcação, como comprovam os números do desempenho defensivo de Caldense e Atlético neste Campeonato Mineiro, fora das quatro linhas, os dois capitães mostram habilidade para jogar a responsabilidade para o rival, quando o assunto é favoritismo.
 
“É um momento feliz. A gente planejou, desde o começo, que seriamos capazes de chegar nessa final. É o jogo da nossa vida. Acho que assim como eu, o Léo, como capitão, deve estar muito feliz. Ainda mais para mim, pois para um time do interior não é fácil chegar à decisão, ainda mais encarando o Atlético, que é o favorito. A gente está correndo por fora. Mas é um momento mágico”, afirma Plínio.
 
“Favoritismo acontece é dentro de campo. Não temos favoritismo nenhum, pois a vantagem é da Caldense. Cabe a nós jogarmos bem e buscar a vitória, que é a única maneira de sermos campeões. Eles têm uma das melhores equipes do interior que já vi atuar”, retruca Leonardo Silva.
 
Antes de a bola rolar, no jogo das palavras, os dois capitães empataram. Hoje, só um deles vai fazer história em Varginha.
 
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