
Paulo Autuori sabe que o ambiente com a torcida ainda não é dos melhores. Afinal o rendimento da equipe está longe do ideal. Diante disso, nada melhor para jogar essa desconfiança de lado do que uma vitória sobre o maior rival. Após estrear com o pé direito na Copa Libertadores, as atenções do treinador do Atlético estão todas voltadas para o clássico contra o Cruzeiro, domingo, às 16h, no Independência, pela quinta rodada do Campeonato Mineiro.
Além de apaziguar a relação conturbada com a Massa, um triunfo diante da Raposa serviria também para melhorar o rendimento do Galo no Estadual. Foram somente quatro pontos conquistados em quatro jogos, um aproveitamento de apenas 33,33%. E para desenhar essa história, Autuori terá um roteiro semelhante ao vivido por ele em 2007, quando curiosamente e foi a vítima, pois estava na Toca da Raposa.
Nos três primeiros jogos do Mineiro daquele ano, o Atlético perdeu para o Villa Nova (3 a 2) e Tupi (2 a 0) e empatou com o Rio Branco (0 a 0). Chegou à rodada seguinte, contra o Cruzeiro, na lanterna, com apenas um ponto, e saiu perdendo, com um gol de Gladstone. Mas virou o placar e iniciou a arrancada para o título, que foi garantido no jogo de ida da final, após a goleada por 4 a 0 sobre os estrelados, em partida que ficou marcada com o gol de costas sofrido por Fábio.
Depois do confronto, Autuori entregou o cargo no vestiário. Antes daquela primeira partida, o Cruzeiro tinha vencido Rio Branco (2 a 1) e Guarani (4 a 0) e empatado com o Villa Nova (2 a 2).
“Agora é virar a página Libertadores, pensar no Campeonato Mineiro, onde não estamos tão bem. Precisamos retomar o caminho da vitória e temos um clássico, onde tudo possa acontecer. Espero que possamos fazer nosso papel”, destaca o zagueiro Réver. “Precisávamos ganhar o jogo para ganhar mais moral”, engrossa o atacante Diego Tardelli.
TIitulares
Após passar a quinta-feira de folga, os jogadores voltam a treinar hoje à tarde, quando começam os preparativos para o clássico de domingo. A tendência é a de que Autuori mantenha a mesma equipe que venceu o Zamora, na terça-feira.
“Agora é hora de separar as duas competições, mas, se perguntar a qualquer jogador se quer jogar, todos vão dizer que sim. Nosso time tem que jogar, porque é só jogando que vamos evoluir e por em prática aquilo que o professor Autuori pede”, observa o volante Pierre.