
Com a obrigação de fazer um bom resultado, já que a decisão da vaga na próxima fase será no estádio Beira-Rio, na próxima quarta-feira (13), o Atlético recebe o Internacional às 22h dessa quarta-feira (6), no Independência, para a partida de ida das oitavas de final da Copa Libertadores, apostando no excelente retrospecto em clássicos disputados no Horto.
Desde a reabertura do estádio, o Galo já encarou os outros 11 gigantes do futebol brasileiro como mandante em 37 oportunidades e permanece invicto. Foram 26 vitórias e 11 empates, válidos por Copa Libertadores, Campeonato Brasileiro, Copa do Brasil e Campeonato Mineiro.
Pela competição continental, o Atlético fez duas partidas, ambas contra o São Paulo, na edição de 2013, quando chegou ao título. Venceu por 2 a 1, na fase de grupos, e por 4 a 1, pelas oitavas de final.
O próprio Colorado também já conhece a força do Horto. Nos últimos três Brasileiros, encarou o Atlético na arena e sempre saiu de campo derrotado.
“O Independência é um estádio que ‘deu liga’, como a gente fala. Há uma harmonia muito legal entre o time dentro de campo e a torcida nas arquibancadas. O torcedor realmente joga junto, nos empurra para cima dos adversários, nos apoia e nunca nos deixa esmorecer. É muito legal essa relação, e os resultados mostram a força que o nosso time tem jogando no Independência”, analisa o goleiro Victor, que participou de quase todos os clássicos disputados pelo Atlético no Horto.
Para o camisa 1, esse clima transforma o estádio numa verdadeira arma para o Galo. “O Independência é interessante, pois, apesar de não ter uma grande capacidade de público, é um estádio com uma acústica que não permite a dispersão do som. Isso, aliado à proximidade da arquibancada com campo, o transforma num caldeirão, com bastante pressão e barulho. É um ingrediente a mais que nos dá mais força para diante dos nossos adversários”, avalia.
Decisivo
A força do Atlético na arena inaugurada em abril de 2012 é tão grande que, na grande decisão da Copa do Brasil do ano passado, contra o arquirrival Cruzeiro, o clube optou por mandar no Horto o confronto de ida da final – o time vinha de duas goleadas por 4 a 1 sobre Corinthians e Flamengo no Mineirão.
“Eu não sou idiota. Esta foi uma decisão de um presidente inteligente, experiente. A decisão de jogar no Horto foi certa, nós somos o melhor mandante do mundo. Aqui, eles (Cruzeiro) nunca ganharam e nunca ganharão. Caiu no Horto, tá morto”, declarou o então presidente Alexandre Kalil logo após a vitória por 2 a 0 que encaminhou a conquista alvinegra.