Galo na briga para abrir um grupo da Libertadores

Frederico Ribeiro - Hoje em Dia
Publicado em 18/12/2015 às 07:35.Atualizado em 17/11/2021 às 03:23.
 (Flávio Tavares)
(Flávio Tavares)
No peito de Diego Aguirre bate um coração aurinegro. Mas na próxima terça-feira (22), durante o sorteio dos grupos da Copa Libertadores do ano que vem, o treinador torcerá contra o Peñarol. O time uruguaio é um dos rivais do Atlético na luta por uma vaga entre os oito cabeças de chave da competição continental.
 
O evento será na sede da Conmebol, em Luque, no Paraguai. A vantagem para o Galo, se conseguir o posto, é escapar de enfrentar gigantes como Boca Juniors e River Plate, por exemplo, na fase de grupos.
 
A Conmebol mudou o critério para a escolha dos cabeças de chave. Será criado um ranking, valorizando o desempenho nas últimas dez edições. Os oito primeiros serão os oito cabeças de chave. A entidade não divulgou oficialmente o peso dos critérios, mas títulos entre 2006 e 2015 é um deles.
 
Assim, o Galo sai na frente, juntamente com outros cinco clubes: Boca Juniors, Corinthians, LDU, San Lorenzo e River Plate. 
 
Existe a possibilidade de o Peñarol, equipe com mais participações na Libertadores (41, empatado com o rival Nacional) desbancar o Atlético, mesmo tendo vencido a Libertadores pela última vez em 1987, com um gol do próprio Diego Aguirre, aos 15 minutos do segundo tempo da prorrogação. Dependendo do peso que a Conmebol der aos títulos recentes, a equipe mineira pode somar menos pontos que os Carboneros no ranking.
 
O Galo só jogou três das últimas dez Libertadores, contra cinco do time cisplatino. O alvinegro foi eliminado duas vezes nas oitavas de final, já o Peñarol foi vice sob a batuta do próprio Aguirre, em 2011. Vale lembrar que os títulos pré-2006 também contarão (menor peso), e o Peñarol tem cinco.
 
Por outro lado, no número de vitórias da última década de Libertadores, o Atlético despacha o clube de Montevidéu (15 a 11).
 
Outros postulantes
 
A tendência é que o Nacional (Uruguai), tricampeão da Libertadores, e Grêmio, bi, sejam os outros dois cabeças de chave. O uruguaio é o único que participou de todas as últimas dez edições. Não ergueu a taça, mas foi semifinalista em 2009. O tricolor gaúcho foi vice em 2007. 
 
Outro candidato é o Cerro Porteño, do Paraguai. Apesar de nunca ter conquistado a América, jogou sete das últimas dez Libertadores e foi semifinalista em 2011.
 
Último classificado ao torneio de 2016 será conhecido domingo
 
A Libertadores tem 38 vagas, sendo que 12 clubes participam de um mata-mata valendo vaga na fase de grupos. Os presentes nesta etapa inicial já são conhecidos, com a classificação do Cesar Vallejo, do Peru, na última terça-feira. Para toda a competição, falta a definição apenas da segunda vaga da Colômbia. 
 
O último participante de 2016 será conhecido no domingo. O Atlético Nacional de Medellín, carrasco do Galo em 2014, enfrenta o Junior Barranquilla. 
 
Se os “Verdolagas” conseguirem a classificação, a competição terá 15 campeões do torneio, entre 25 possíveis. Serão 33 troféus nas galerias. Este número poderia ser maior, se o recordista de títulos, o Independiente, que é heptacampeão, não fosse eliminado pelo Racing na Liguilla argentina para a Libertadores.
 
Premiação
 
Os alicerces rachados da Conmebol, envolvida no Fifagate, não impediram que o prêmio ao campeão da Libertadores permanecesse congelado pelo quarto ano seguido. Os US$ 6,35 milhões sofrerão um reajuste – ainda não divulgado –, após a renovação com a FOX, detentora dos direitos de transmissão.
 
Rival descartado
 
Um brasileiro que teria grandes chances de ser cabeça de chave é o São Paulo. O clube nacional com mais prestígio na competição, porém, se classificou para a primeira fase e poderá até entrar em um grupo com um time compatriota. Algo que aconteceu em 2013, quando caiu na chave do Atlético.

arte
Compartilhar
Ediminas S/A Jornal Hoje em Dia.© Copyright 2026Todos os direitos reservados.
Distribuído por
Publicado no
Desenvolvido por