
Giovanni Augusto deixou a chuteira e o material de treino em segundo plano na quinta-feira (16) e compareceu, ao lado do advogado, na 21ª Vara do Trabalho de Belo Horizonte. Na audiência que julga a ação trabalhista que o jogador move contra o Atlético, a juíza do caso adiou a resolução do imbróglio judicial para um novo encontro em 25 de abril de 2016. No entanto, o jogador pede a antecipação da tutela, algo que irá ser decidido na semana que vem.
O meia-atacante alega irregularidades na prorrogação do contrato com o clube e deseja a rescisão indireta do vínculo com o Galo. A antecipação da tutela significa a liberação imediata do jogador.
Giovanni, através de seu advogado, alega que o Atlético usou de um artifície ilegal para prorrogar o contrato. Na visão do atleta, ele pertence ao clube mineiro até maio deste ano. Mas em janeiro, um aditivo foi usado no BID da CBF prorrogando o contrato até dezembro.
O aditivo foi realmente assinado pelo jogador, mas em 2014 (janeiro). E, de acordo com o Regulamento de Registros e Transferências de Atletas, o prazo para o aditivo ser acionado é de 30 dias.
O Atlético enviou um representante da lei para a audiência, que durou poucos minutos. Na defesa do Galo, o argumento é que Giovanni está agindo de má fé para ser liberado.