
O nome de Giovanni Augusto está escrito na história do Corinthians. Autor do primeiro gol oficial da Arena Itaquera, ele foi também carrasco do Santos e do São Paulo, no ano passado, pelo Brasileirão. Neste sábado (9), escalado como titular pela primeira vez desde a volta ao Atlético, o jogador terá a oportunidade de fechar a lista de vítimas paulistas.
O meia-atacante entra em campo às 18h30 contra o Palmeiras, no Allianz Parque, almejando tornar-se novamente um visitante incômodo em um estádio novinha em folha na terra da garoa. Com a camisa do Figueirense, Giovanni fez 25 partidas e anotou quatro gols no Brasileirão, três deles sobre os gigantes paulistas. A outra vítima foi o Internacional, na vitória por 3 a 2 no Beira Rio.
“No ano passado, fiz um bom trabalho pelo Figueirense e marquei alguns gols importantes nos adversários de São Paulo. Só faltou o Palmeiras, e isso é uma motivação muito grande para esta partida. Quem sabe eu não consigo manter a fama de ‘carrasco’ dos clubes paulistas?”, brinca Giovanni, em conversa com o Hoje em Dia.
Após um início de ano apagado, sem sequer ser relacionado para a maioria dos jogos, e considerando a nova lesão de Guilherme, o camisa 14 virou o principal candidato a substituir Dátolo na função de armador do time atleticano.
Depois de resolver um impasse judicial com o Galo, o atleta de 25 anos ganhou as primeiras chances contra a Caldense, pela final do Mineiro, e o Internacional, pelas oitavas de final da Copa Libertadores.
Agora, Giovanni aparece na prateleira de cima entre as opções do técnico Levir Culpi e será o “maestro” da equipe na estreia pelo Campeonato Brasileiro de 2015. O treinador resolveu poupar os titulares para o segundo duelo do mata-mata contra o Colorado, na próxima quarta-feira (13), em Porto Alegre – a única exceção é o goleiro Victor.
“Presente de Deus”
Na terceira passagem pelo Galo, Giovanni demonstra mais maturidade após os empréstimos para Náutico, Criciúma, ABC, Grêmio Barueri e Figueirense. No período, jogou a Série B e Estaduais menos badalados, longe dos holofotes da elite do futebol nacional.
Mas nenhum desses aspectos amadureceu tanto o meia-atacante quanto o nascimento de Vittorio. Agora, tudo que Giovanni deseja é ver o filho de quase 2 anos crescer vendo as glórias do pai no futebol.
“Ele foi um presente de Deus para mim, chegou no momento em que eu mais precisava. A gente vai aprendendo a ter mais responsabilidade. É uma criança que precisa do meu carinho. Quero ver ele crescendo do meu lado como um filho que vai ter orgulho do pai”, completou o jogador atleticano.
(Foto: Reprodução/Instagram)
Giovanni com seu filho Vittorio, de 1 ano e 8 meses
Veja a entrevista com Giovanni Augusto:
O Palmeiras foi especulado como um dos possíveis clubes interessados na sua contratação. Isso chegou até você?
Fiquei sabendo pela mídia e meu empresário foi quem me falou que poderia sair essa situação. Mas que não tinha nada concreto. Fiquei feliz com o interesse, por ser um grande clube, me senti reconhecido pelo trabalho.Mês passado você era o cara que entrou na Justiça contra o Atlético. Uma final de Campeonato Mineiro já te coloca como uma das esperanças do time.
Como foi lidar com esta reviravolta?
Estou muito feliz pelo momento vivido agora, Graças a Deus as coisas começaram a acontecer. Aos poucos estou conseguindo mostrar meu futebol novamente para a torcida e ela está me apoiando. Mas não posso ficar acomodado, porque posso estar num bom momento, mas amanhã ou depois posso não estar. Então, tenho que estar com os pés no chão e focado.
Você chegou a um acordo com o Galo e renovou até 2018. Se sente valorizado agora?
Me sinto valorizado, conseguimos chegar a um acordo, estou num grande clube, com torcida maravilhosa. Posso afirmar que o Giovanni Augusto, hoje, está muito feliz e com a cabeça tranquila para jogar futebol.
Você não se mostrava desconfortável no clube mesmo com a ação judicial movida na Justiça. Como foi a convivência com os colegas e diretores do Atlético antes do acordo?
Temos um grupo muito fantástico, de pessoas comprometidas e sérias. Desde o primeiro dia que cheguei na Cidade do Galo todos me receberam muito bem. Nunca senti ninguém me olhando com indiferença mesmo depois de ter levado o Atlético na Justiça. Inclusive o Levir sempre ficava conversando comigo, me dando conselhos e tudo. Estava com a ação na Justiça, mas sempre focado a treinar, normal, com o intuito sempre de ajudar e nunca de atrapalhar.
Você citou a importância do seu filho. Ele já acompanha os seus jogos?
Apesar de ter nascido em Criciúma, ele já é atleticano. Ainda não foi no Independência, mas em breve entrará comigo no jogo.