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Grêmio amplia retrospecto negativo do Atlético em mata-matas

Quarta eliminação atleticana diante dos gaúchos acontece na semifinal da Copa do Brasil; único triunfo alvinegro em duelo eliminatório ocorreu em 2001

Do HOJE EM DIA
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Publicado em 07/11/2026 às 20:44.
 (Foto: Pedro Souza / Atlético)
(Foto: Pedro Souza / Atlético)

O Grêmio se tornou um obstáculo recorrente nas tentativas do Atlético de avançar em torneios eliminatórios. A queda na semifinal da Copa do Brasil de 2026, confirmada neste sábado (7), na Arena MRV, foi a quarta vez que o clube gaúcho deixou o Galo pelo caminho em um confronto mata-mata. A história desse duelo atravessa diferentes gerações e competições: começou na Taça Brasil de 1959, passou por outra disputa em 1963 e teve como capítulo mais doloroso a final nacional de 2016.

O retrospecto poderia ser diferente se não fosse uma exceção registrada no início deste século. Em 2001, pelo Campeonato Brasileiro, o Atlético conseguiu superar o adversário em jogo único no Mineirão. A vitória por 3 a 0 garantiu a classificação atleticana e permanece como o único episódio em que o time mineiro levou a melhor em um confronto eliminatório entre os clubes.

A rivalidade em decisões ganhou um capítulo de peso em 2016. Naquela temporada, Atlético e Grêmio disputaram o título da Copa do Brasil. Os gaúchos construíram a vantagem com um triunfo por 3 a 1 no Mineirão e administraram o resultado na Arena do Grêmio, onde o empate por 1 a 1 confirmou a conquista. Dez anos depois, os caminhos voltaram a se cruzar no mesmo torneio, mas antes da decisão.

Duas quedas na Taça Brasil

As primeiras eliminações aconteceram em sequência, no fim da década de 1950 e no início dos anos 1960. Em 1959, o Atlético foi superado nas quartas de final da Taça Brasil. O primeiro duelo terminou com vitória gremista por 4 a 1 no Independência. Em Porto Alegre, no Estádio Olímpico, os visitantes voltaram a perder, desta vez por 1 a 0.

Em 1963, a Taça Brasil colocou novamente os dois clubes frente a frente na mesma etapa. O Grêmio venceu o confronto de ida por 2 a 1, em seu estádio, e o empate na partida disputada no Independência foi suficiente para eliminar o representante mineiro. Assim, antes mesmo da decisão de 2016, os gaúchos já haviam eliminado o Atlético duas vezes em confrontos pelas quartas de final.

Campanha de altos e baixos em 2026

A trajetória atleticana na atual edição da Copa do Brasil teve três obstáculos superados antes da semifinal. Contra o Ceará, na quinta fase, a classificação só veio nos pênaltis, depois de Kauã Pascini marcar nos minutos finais e evitar a eliminação no tempo regulamentar.

O Juventude foi o adversário nas oitavas de final. Mais uma vez, o Galo precisou de um gol nos acréscimos, desta vez anotado por Alan Minda, para seguir no torneio. Nas quartas, o desafio foi o clássico contra o Cruzeiro: depois do empate por 1 a 1 no Mineirão, o Atlético venceu por 2 a 1 na Arena MRV, com gols de Victor Hugo e Fred.

A semifinal, porém, colocou fim à campanha. Na partida de ida, em Porto Alegre, o Grêmio venceu por 2 a 0. Em Belo Horizonte, Renan Lodi abriu o placar, mas Carlos Vinícius empatou e impediu que o Atlético construísse a vantagem necessária. O 1 a 1 confirmou a classificação gremista e acrescentou mais um capítulo ao retrospecto desfavorável do Galo.

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