
Não há dúvidas sobre a qualidade técnica de Guilherme. Porém, a sequência de lesões vem fazendo com que o meia-atacante não consiga retornar ao time titular alvinegro. E essa condição de suplente vem incomodando o jogador.
Em entrevista coletiva nesta quinta-feira (25), o craque alvinegro mostrou sua insatisfação com a reserva do time e abordou também o interesse do Cruz Azul, do México, no seu futebol. Franco, Guilherme mostrou o interesse em continuar no clube, porém deixou em aberto uma transferência para o exterior.
Confira abaixo a entrevista.
Reserva incomoda?
"Já tem 40 dias que estou treinando, em principio seriam 15. Alguns dias eu treino até no domingo e não sei porque não tive mais oportunidades, não atingi esse nível para poder jogar. Mas acho que as oportunidades surgem e cabe a mim poder jogar. A chateação tem e a gente sempre quer jogar. Mas o treinador tem muitos egos para administrar. Cada um pensa diferente. Meu respeito pelo treinador e companheiros sempre vai existir. Quem sabe nos próximos dias poderei jogar".
Proposta do México
"O fato de não estar jogando regularmente não diminui com o que eu já fiz e não tem a ver com a minha qualidade. Recebo de forma bem normal. Tenho 26 anos e sou um cara que arma, é profissional, conduz bem um time e é campeão. Estamos acostumados a ter nome cogitado em vários lugares. Não teria nenhum problema em ir para o México, mesmo não tendo chegado nada para mim e com contrato com o Atlético até o final do ano".
Spa alvinegro
"As pessoas ficam falando que eu estou em um spa aqui no Atlético. Para mim, é luxo estar aqui, vir aqui treinar, com companheiros ótimos, profissionais bons, treinador amigo. Para mim é spa mesmo. Mas quero jogar. Levir tem o time nas mãos, e estou 100% pronto para jogar".
Medo de machucar novamente
"Nada, a cada nova recuperação, a outra fica para trás. A gente vai se apegando em Deus e no trabalho muito bem feito. Se eu tiver medo, tenho que parar de jogar. E se o treinador não me quiser, eu rescindo o contrato".
O que seria preciso para você sair?
O acordo é entre todos. Se fosse uma situação que chegasse confortável para mim e para o clube, não veria problema. Mas não recebi nada, minha cabeça continua focada. Estamos acostumados com isso. Nem fico inquieto por conta disso. Estou pensando no domingo em vencer e comemorar com a família em casa.
Histórico de lesões incomoda?
"Já me incomodou mais esse negócio de histórico de lesões. Hoje não. Sei o que faço diariamente para minimizar isso. Pego experiência em conhecer meu próprio corpo, as vezes passávamos do limite. Hoje tenho maturidade para colocar o pé no freio. Então vai chegando a maturidade física e mental.
Está preparado para voltar?
"É curiosa, já joguei em condições piores, em outras circunstâncias. Hoje me sinto bem, bem preparado. Estou pronto, já se passou 40, 50 dias, e todo mundo sabe que estou preparado, basta esperar a oportunidade mesmo, não tem o que fazer".