
O placar apontava 2 a 1 para o Cruzeiro no estádio Independência. Mal havia começado o segundo tempo do clássico, e a torcida alvinegra já gritava o nome de Guilherme. Depois de 41 dias afastados por motivo de lesão, o camisa 17 enfim voltou ao gramado, aos 15 minutos da etapa final, na vaga do argentino Dátolo.
Nos cerca de 32 minutos em que esteve em campo, Guilherme não conseguiu render como os torcedores esperavam. Mas foi o primeiro ensaio para tentar recuperar a titularidade.
Sem tempo para se recuperar da “ressaca”, o Atlético recebe o Santos nesta quarta-feira, às 19h30, também no Independência, pela sétima rodada do Campeonato Brasileiro. E são consideráveis as chances de Guilherme começar jogando, especialmente depois das fracas atuações de Dátolo e Giovanni Augusto nas últimas partidas – levando em conta ainda que o técnico Levir Culpi pretende manter o esquema ofensivo com três meias.
Enquanto os colegas deixavam o Horto cabisbaixos, Guilherme era o único com razões para se alegrar. “Para mim, foi bom nesse aspecto, de voltar, jogar e sentir esse clima de novo. Bom para estar com o grupo, com o torcedor, com vocês da imprensa”, disse.
No tempo que esteve em campo, Guilheme sentiu a falta de ritmo de jogo e pouco produziu. Mesmo assim, criou perigo em um chute da entrada da área. Além disso, deu dez passes certos e três errados, e ainda conseguiu um desarme.
Preparação
Na reapresentação do grupo alvinegro, nesta segunda (8), na Cidade do Galo, o meia-atacante será avaliado pelos fisiologistas do clube para saber se o técnico Levir Culpi poderá contar com ele desde o apito inicial contra o Peixe. O time fará só dois treinos antes do duelo.
“É óbvio que não precisa perder para aprender, mas faz parte do jogo. Não vamos ganhar as 38 partidas. Por ser clássico, fica o gosto amargo. Agora é esfriar a cabeça e recuperar esses pontos”, disse Guilherme.