Heróis da Conmebol de 1997 dão dicas ao Galo na Libertadores

Gláucio Castro - Hoje em Dia
Publicado em 22/02/2013 às 07:48.Atualizado em 21/11/2021 às 01:14.
 (Celso Ávila)
(Celso Ávila)

No dia 17 de dezembro de 1997, mais de 35 mil torcedores assistiram ao Atlético conquistar seu último título internacional, após o empate em 1 a 1 com o Lanús, da Argentina, em partida disputa no Mineirão. Uma conquista que parece distante, mas que pode servir de lição para o time que tenta, este ano, vencer pela primeira vez a Libertadores.

Tendo o meia Jorginho como maestro, o atacante Marques de garçom e Valdir como artilheiro, o Galo fez uma campanha praticamente impecável até colocar a mão na taça. Foram cinco vitórias, três empates e nenhuma derrota. Para chegar ao título, o Atlético superou a Portuguesa, além da catimba dos colombianos do América, dos peruanos do Universitário e dos argentinos do Lanús.

Não se intimidar diante dos rivais sul-americanos, especialmente fora de casa, é a principal dica passada pelos principais personagens daquela conquista ao atual elenco do Atlético, que terça-feira enfrenta o Arsenal, de Sarandi, na Argentina, pela segunda rodada do Grupo 3 da Libertadores.

“A gente jogava dentro e fora de casa da mesma maneira, sem nos intimidarmos com os adversários. É desta forma que o Atlético tem que pensar para enfrentar os argentinos semana que vem”, receita Marques.

“Era um time muito ofensivo. A gente jogava sempre da mesma forma: respeitando, mas indo para cima mesmo. Não é sair jogando desordenadamente. É atacar com consciência”, relembra Valdir, artilheiro alvinegro naquela conquista, com sete gols.

Na campanha vitoriosa de 1997, o Atlético venceu as quatro partidas que disputou fora de Belo Horizonte. Dois 18 gols marcados pelos alvinegros, nada menos que 12 foram em “território inimigo”.

Inimigo mesmo. Na goleada de 4 a 1 sobre o Lanús, no jogo de ida da decisão, disputado na grande Buenos Aires, torcedores, jogadores e dirigentes argentinos transformaram a partida numa verdadeira guerra.

O embate ganhou até o apelido de “Batalha de Lanús”. O então técnico Emerson Leão sofreu cortes e fraturas no rosto.

Sem catimba

Para não entrar nas provocações dos hermanos, a receita é simples. “É só jogar futebol. Você tem de vencer na bola, dentro de campo. Aí não tem como fazerem nada. Foi o que aconteceu neste primeiro jogo contra o Lanús. Marcamos logo quatro gols e praticamente garantiram o título. Quando eles saíram do sério, já era tarde”, lembra Marques.

Apesar das dificuldades que os comandados do técnico Cuca vão encontrar na Argentina, o ídolo alvinegro não acredita que a equipe cairá nas provocações. “O Atlético tem time muito experiente. Jogadores que estão acostumados a atuar nas maiores adversidades, como o Ronaldinho, o Revér, o Leonardo Silva. Isso conta muito em uma competição como a Libertadores”, completa Marques, que aponta os brasileiros como favoritos. “Mas também não podemos esquecer do Boca Júnior, porque a camisa pesa muito. O Grêmio tinha perdido na estreia e goleou o Fluminense em casa. Tem time que é copeiro”, alerta.

Já Valdir, ciente das dificuldades de uma Libertadores, prefere adotar um discurso mais cauteloso.

“Não consigo apontar um favorito em uma disputa como esta. Mas o Atlético tem um time muito bom, de muita qualidade. Tinha um grupo forte no ano passado e ainda recebeu reforços. Tem tudo para fazer uma grande Libertadores”, avalia o artilheiro de 1997.

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