Que o mundo do futebol dá voltas, disso ninguém duvida. Imagina então o quanto a carreira dos jogadores vive de “altos e baixos”. O caso do atacante Jô, 26, é um exemplo perfeito. Talvez, nem mesmo o próprio atacante do Galo sonhasse que a 107 dias da Copa estivesse tão perto de defender a Seleção Brasileira no torneio.
Ao deixar o Internacional e desembarcar em Belo Horizonte, em 2012, chegou a ser taxado de “atleta-problema”. Poucos acreditavam que teria sucesso no alvinegro. Porém, cerca de dois anos depois, seu “renascimento” surpreendeu, e a presença de Jô parece quase garantida no Mundial.
Tanto que ontem, o técnico Luiz Felipe Scolari o convocou para o amistoso contra a África do Sul, dia 5 de março, em Johannesburgo. Nessa lista, a última antes da definitiva do Mundial, somente o atleticano, o goleiro Jefferson (Botafogo) e o atacante Fred (Fluminense) foram chamados de clubes nacionais.
“Foi um presente estar nesta nova relação. Motivo de orgulho e satisfação, e um passo rumo à Copa. Mas sei que não há nada certo. Preciso sempre marcar gols, ter grandes atuações para carimbar de vez meu passaporte”, avisa Jô.
Na história
Caso o sonho de Jô venha mesmo a se concretizar, ele será o décimo jogador do Galo a vestir a amarelinha numa Copa. Gilberto Silva havia fechado esta conta em 2002, na conquista do penta, ao lado de Felipão.
Além disso, o camisa 7 será o terceiro centroavante alvinegro a disputar um Mundial dando sequência às participações de Dario (1970) e Reinaldo (1978).
Mas tem outro jogador vivendo a ansiedade de fazer parte da lista final de Scolari para o Mundial. Victor está na briga pela vaga de terceiro goleiro. E as informações de bastidores são de que ele está em vantagem na disputa com Diego Cavalieri, do Fluminense. Sendo assim, ele pode ser o 11º atleticano numa Copa.
Recuperação
A recente história de Jô no Atlético apaga a imagem de talento desperdiçado. Natural de São Paulo, começou a carreira no Corinthians e rodou pela Europa, passando por CSKA, da Rússia, Manchester City e Everton, da Inglaterra e Galatasaray, da Turquia. Não se firmou em nenhuma das equipes.
De volta ao Brasil, começou bem no Internacional. Só que problemas extra-campo o comprometeram no Colorado. Pelo Galo, já são 85 partidas e 33 gols, o título e a artilharia da Libertadores 2013 e a volta à Seleção.