
Uma negociação que estava a “um aperto de mão” para ser concretizada ganhou novos rumos nos últimos dias. Se a torcida do Atlético já conta com o argentino Lucas Pratto como jogador em 2015, a diretoria faz um exercício de paciência.
Primeiro, o Vélez Sarsfield aumentou a pedida para 5 milhões de dólares (R$ 13,3 milhões). O gasto inicial do Galo estava previsto em R$ 10 milhões.
Apalavrado com o alvinegro, Pratto passou a despertar o interesse do milionário León, time mexicano que disputou a última Libertadores e que é “apadrinhado” por ninguém menos que Carlos Slim, magnata da área de telefonia e que investe pesado no futebol.
O agente André Cury, que cuida da carreira de Pratto no Brasil e se tornou um parceiro recente do Atlético, confirma. “Eu estou atendendo os interesses do atleta e do clube. Mas tem outros times interessados, que são o León e o Flamengo”, disse ao Hoje em Dia.
Boca fechada
Se os dirigentes de Atlético e Vélez ainda não se entenderam totalmente, um fator une os dois lados. A cúpula alvinegra faz a posição de “não sei de nada”.
O diretor de futebol Eduardo Maluf brincou: “Não digo que ele (Pratto) está contratado e nem que não está”.
Os representantes do clube argentino também não são de falar muito com a imprensa. Contudo, outro lado importante das tratativas, o empresário Gustavo Goñi (agente de Lucas Pratto na Argentina) mudou novamente sua proposta. Antes, o contrato era de três temporadas. Agora, ele quer um vínculo de quatro anos para o seu cliente mudar o tango pelo samba. Ou melhor, o alfajor pelo pé de moleque.