
O melhor ataque do Campeonato Brasileiro de 2015 jamais havia finalizado tanto quanto na partida contra o Grêmio. Mas o sucesso de outrora não se repetiu. Com a ajuda da trave, o goleiro Marcelo Grohe, novamente convocado para a Seleção, fechou a meta tricolor na derrota do Atlético por 2 a 0. Porém, o que mais levou os torcedores alvinegros à loucura foi a falta de mira dos atacantes.
Mostrando-se tranquilo, o técnico Levir Culpi prefere não remoer o passado. “Já passamos por momentos piores do que esse. Reconheço que alguma coisa não funcionou e temos que consertar. Vai acontecer a mesma coisa no próximo jogo, teremos oportunidades, e tomara que o time esteja mais concentrado”, avaliou o comandante.
Diante dos gaúchos, o ataque do Galo deu 22 chutes o gol, mas sem pontaria em 16 oportunidades. “Dá para cobrarmos um pouquinho mais de acerto, porque o nosso time tem essa capacidade. Contra o Grêmio, não conseguimos colocar isso em prática”, concluiu.
Nas 18 primeiras rodadas do Brasileirão, nenhuma outra equipe venceu mais as defesas adversárias, com 251 finalizações e 32 gols marcados. Em outras palavras, o time precisa de 7,8 conclusões, em média, para balançar a rede.
O aproveitamento, no geral, é superior aos atuais concorrentes diretos no G-4: Corinthians, Grêmio e São Paulo, por sua vez, chutam em média 8,2 vezes para marcar cada gol.
O “bombardeio” do Galo, entretanto, tem o lado negativo. Se por um lado o vice-líder do Brasileirão é quem mais finaliza, por outro, aparece em terceiro lugar entre os ataques que mais erram o alvo.
JEJUM INÉDITO
O Galo começou o ano marcando quatro gols no amistoso contra o Shakhtar Donetsk. Pelo Brasileiro, também goleou Fluminense e Avaí. Mas, pela primeira vez em 2015, deixou a torcida com o grito de “gol” entalado por dois jogos seguidos (Goiás e Grêmio).
E não fazer gols é um fato raro para o Atlético na temporada: em 42 partidas, o ataque alvinegro só passou em branco oito vezes.
