
Pode parecer um contraste total, mas no Atlético, o “maluco” do elenco é quem bate melhor da cabeça. Pelo menos recentemente, Luan, o “doidinho do Galo” apresentou um novo e improvável talento: fazer gols de bola aérea. “Cruzou lá na área, eu estou marcando... Estou sendo feliz nesses lances, marcando gols de cabeça e ajudando o Atlético”, disse Luan, ao site globoesporte.com
Foi assim contra o Bahia no último jogo. O gol de Luan só não rendeu três pontos porque o Galo vacilou no final e levou o empate. Com apenas 1,70 metro, o camisa 27 conta com o bom posicionamento para fugir da marcação, e já foi responsável por gols essenciais usando a testa.
O primeiro foi diante do Bahia, também, no primeiro turno. Naquele jogo no Independência, em julho, Luan voltava da lesão que teve no joelho e carimbou as redes de Marcelo Lomba para garantir o empate alvinegro. Na segunda vez, ele aproveitou os cachos do cabelo para desviar cruzamento de Guilherme e dar início à virada do Galo para cima do Corinthians, na Copa do Brasil.
Em suma, foram apenas seis gols em 2014, mas três deles usando o mesmo “modus operandi”. Ainda tem o clássico mineiro que o Galo venceu no returno do Brasileirão. Quando Carlos marcou o primeiro gol, foi por conta de uma cabeçada de Luan vencida na disputa com o zagueiro Léo.
Saldanha, quem?
Luan é a prova viva de que o falecido João Saldanha estava errado em sua curiosa teoria. O lendário técnico da Seleção Brasileira era radicalmente contra o uso de cabelos volumosos, pois, segundo ele, “amorteciam o impacto entre a cabeça e a bola e facilitava a vida do goleiro no cabeceio”.
Contudo, o meia do Galo mostrou que é possível marcar gols de cabeça mesmo usando uma espécie de “black power”. Suspenso com o terceiro cartão amarelo, Luan desfalca o time contra o Sport, bem como Edcarlos e Tardelli, além de Guilherme.
Copa do Brasil
A diretoria do Atlético confirmou nessa quarta-feira (22) o Mineirão como palco do jogo da volta contra o Flamengo, pelas semifinais da Copa do Brasil.
Tardelli pode pegar gancho de 12 jogos por xingar juiz
Diego Tardelli não foi poupado na súmula da partida entre Bahia e Atlético e será julgado pelo STJD por ter ofendido verbalmente o árbitro Elmo Alves da Cunha, após ser expulso. Os xingamentos foram relatados pelo juiz e o camisa 9 pode pegar até 12 partidas de suspensão, dependendo da avaliação do Tribunal.
Se houver coerência, Tardelli deve se preocupar. Quando Emerson Sheik ofendeu o árbitro mineiro Igor Benevenuto, levou quatro jogos de gancho. A atitude de Tardelli pode ser incursa em dois artigos do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (243-F e o 258). Cada um deles prevê até seis jogos de suspensão e há chance de multa de até R$ 100 mil.