Nos últimos anos, o Atlético se acostumou a reverter as adversidades. As conquistas da Libertadores e da Copa do Brasil tiveram como tônica a superação em momentos complicados e a fé da torcida, que nunca deixou de acreditar. E parece que essa se tornou uma marca do Galo. Até mesmo no Campeonato Mineiro, a história não poderia ser diferente. Jogando fora de casa, o time alvinegro bateu a Caldense, que jogava pelo empate, e se tornou dono do Estado pela 43ª vez na história.
Vale lembrar que a Veterana não era apenas mais um time do interior. Os comandados de Léo Condé chegaram para a partida decisiva do Estadual invictos, com a melhor defesa das últimas décadas (quatro gols sofridos em 14 jogos), números que só engrandecem o feito alvinegro.
Outro ponto a se comemorar é que esta taça não será apenas mais uma para a galeria do clube. Ao faturar o caneco pela 43ª vez, o Galo ampliou a hegemonia no Estado, abrindo sete de vantagem para o arquirrival Cruzeiro, que faturou o Campeonato Mineiro em 36 oportunidades (o time estrelado ainda inclui nas suas contas o título de 1926, que não é reconhecido pela Federação Mineira de Futebol).
Para se ter uma ideia de quão expressiva é essa marca, o Galo só poderá ser igualado em número de títulos estaduais em 2022, isso se o Cruzeiro conseguisse um heptacampeonato estadual.
De quebra, o caneco deste ano traz mais uma pimenta para a rivalidade local. O título obtido em cima da Caldense desempata disputa com o Cruzeiro pela hegemonia nesta década. Campeão em 2012, 2013 e 2015, o Galo soma três troféus no período, contra dois do arquirrival, que levantou a taça em 2011 e 2014.