
O Flamengo dá como certa a contratação de Muricy Ramalho, Edgardo Bauza pede mais de R$ 800 mil de salário e Alejandro Sabella não pretende voltar ao futebol em janeiro. Assim, a solução do Atlético pode ser um velho conhecido, mas tudo irá depender da China.
Comandando o Shandong Luneng há duas temporadas, Cuca está de férias no Brasil e precisa retornar à Ásia na semana que vem. Mas há uma nuvem de indefinição pairando sobre a cabeça do campeão da Libertadores. A direção do Shandong terá um novo vice-presidente, cargo responsável por escolher o treinador. Assim, Cuca ganha chance de ser liberado no mercado, junto com o preparador físico Carlinhos Neves.
O Atlético encarará a concorrência do São Paulo, caso Cuca seja desligado do Shandong. A saída de Rogério Ceni do Tricolor seria um catalisador no retorno do técnico ao Morumbi, por serem desafetos na primeira passagem de Cuca por lá, em 2004
Outro obstáculo pode ser o salário do técnico. Na China, ele tem mais um ano de contrato, ganhando cerca de R$ 1 milhão por mês.
DESEJO DE VOLTAR
Cuca nega que tenha sido procurado por clubes brasileiros, mas nos bastidores mantém o desejo de retornar ao futebol brasileiro o mais rápido possível. Até porque, conforme ele próprio revelou no fim de semana, convive com problemas familiares. Um deles é Cuquinha, auxiliar e irmão que trata de doença cardíaca.
“Houve a troca do presidente e tem uma possibilidade de eu sair. Tenho problemas na família e quero dar uma arrumada nessa situação para estar com cabeça boa e exercer minha profissão num outro grande clube”, disse Cuca, em entrevista à ESPN Brasil.