Por verba da venda de Bernard, presidente do Atlético pede socorro a Dilma Rousseff

Wanderson Lima - Gazeta Press
Publicado em 04/12/2013 às 19:12.Atualizado em 20/11/2021 às 14:34.
 (Luiz Costa/Hoje em Dia)
(Luiz Costa/Hoje em Dia)

O presidente do Atlético, Alexandre Kalil, concedeu entrevista coletiva nesta quarta-feira (4) para esclarecer a situação envolvendo o bloqueio das receitas obtidas com a venda do meia-atacante Bernard para os ucranianos do Shakhtar Donetsk.

O mandatário do Galo apelou para a presidente Dilma Rousseff, que é atleticana, para conseguir receber o dinheiro, que está preso na Fazenda Nacional. "Faz exatamente uma semana que não durmo direito, estou preocupado. Preciso da torcida. Se o tratamento que nós estamos tendo continuar, eu não fecho o meu mandato. É pedir à nossa presidente que nos trate como mineira que ela é. Estamos pedindo socorro à nossa presidente e ao ministro Fernando Pimentel, que é poderoso no governo da Dilma. Presidente, socorro. Minas Gerais precisa ser olhada", desabafou.

Kalil afirma que precisa do dinheiro para quitar dívidas do clube - inclusive, salários dos jogadores. "Não estou pedindo patrocínio federal, como foi dado por Petrobras, Lubrax. Não quero isenção de PIS e Cofins nos estádios, como estão dando para Grêmio, Atlético-PR... Não quero que descontem nada dos impostos do Atlético. Estou pedindo ao Odair Cunha, presidente do PT em Minas, que nos socorra. Eles que mandam. Só eles que podem nos ajudar. Peço que converse com o juiz que vetou o acordo", declarou.

O Atlético vendeu Bernard por cerca de R$ 77 milhões, mas o dinheiro não chegou aos cofres do clube. A Fazenda Nacional bloqueou as receitas e o Galo acionou o Tribunal Regional Federal (TRF), em Brasília, para tentar um acordo. O clube ofereceu um imóvel como garantia, mas a propriedade foi avaliada em R$ 20 milhões, valor baixo para servir como garantia.

Compartilhar
Ediminas S/A Jornal Hoje em Dia.© Copyright 2026Todos os direitos reservados.
Distribuído por
Publicado no
Desenvolvido por