
São dez meses e meio em Belo Horizonte. Mas 21 gols em 45 partidas oficiais rapidamente tornaram Lucas Pratto um xodó da torcida atleticana. Argentino de La Plata, fã do Boca na infância e torcedor do Vélez como jogador, o atacante já incorporou o espírito do Atlético de superar desafios que, às vezes, o próprio time cria.
Em participação no programa 98 Esportes, da rádio 98FM, o camisa 9 alvinegro comentou a vitória de 2 a 1 contra o Internacional, na última quarta-feira (14). E soltou uma frase que resume o "DNA alvinegro", conforme gosta de falar o técnico Levir Culpi.
"Galo é sofrido, conseguimos fazer o segundo gol no segundo tempo e finalizou 2x1 e ficamos mais perto do Corinthians", disse o jogador.
A boa fase do artilheiro já rendeu uma proposta do futebol inglês na última janela de transferências, prontamente recusada pela diretoria. Com contrato até o final de 2018, Pratto nem pensa em sair do Galo. Até porque, ele tem muitos jogos para fazer diante da "torcida que acredita mais do que as outras".
"Antes de chegar aqui, já me falaram que era uma torcida muito seguidora, fanática. Quando jogamos em casa, ela é um jogador a mais. E tem o poder de acreditar maior do que as outras".
Ouça aqui o aúdio da entrevista:
Confira alguns trechos da entrevista:
Cobranças de pênalti
"Eu tento trocar o lado, pois os goleiros já estão me conhecendo, pois venho cobrando muitos pênaltis. O mais importante é que a bola saia com força para o goleiro não ter muita reação".
Inauguração da Pratto Fitness
"Estou muito feliz aqui, em pouco tempo, fiz amigos em Belo Horizonte. Eles me falaram de fazer um projeto com o meu nome. Fizeram uma pesquisa em toda a cidade. A academia é para todas as torcidas, é para a cidade, não é para só atleticanos".
Futebol argentino x Futebol brasileiro
"O futebol argentino, historicamente, sempre foi mais físico e tático. Aqui no Brasil, sem deixar de pensar no rival, sempre teve mais subida dos laterais, mais ataque. A diferença é que a maioria dos times, tirando os 5 maiores da Argentina, pensa mais em primeiro defender e depois pensar em fazer um gol. Aqui no Brasil todos querem atacar e todos os times tem jogadores de qualidade. O futebol é mais rápido. Na Argentina o futebol é parecido com o italiano".
Aceitaria jogar na Seleção Brasileira?
"Uma pergunta difícil. Creio que sendo argentino, primeiro teria que me naturalizar, porque estou há pouco tempo".
Predileção no posicionamento tático
"Eu sou atacante, não sou segundo atacante e nem centroavante. Depende de como o jogo anda e a característica do time. Gosto de ter contato com a bola e é isso que me incomoda de ficar dentro da área, entre os zagueiros. Isso me irita e eu saio da área. Nos três anos do Vélez, eu joguei com outro centroavante, Ferreyra e Zárate e fomos muito bem".
Adaptação rápida ao Brasil
"A adaptação depende muito do clube, e eu cheguei em um grupo de jogadores armado e me trataram muito bem. Me tiraram a pressão de que eu precisava mostrar tudo em pouco tempo. Os gols foram saindo naturalmente".