
“O time precisa ser compacto em todos os setores”. Esse discurso é praticamente unânime entre os treinadores de futebol. No Atlético, a lógica prevalece. Durante sua apresentação como novo comandante do Galo, Paulo Autuori deu a entender que alguns “ajustes” precisam ser feitos na equipe.
E um dos principais desafios do treinador, nesse início de trabalho, será arrumar a “cozinha”. Considerado um dos pontos mais fortes do time, a defesa deixou a desejar na reta final da temporada. No treinamento de terça-feira (21), Autuori comprovou que, de fato, o setor é a sua maior preocupação.
Ele dividiu o campo em várias partes, com defensores e atacantes, exigindo muito dos marcadores. A novidade foi a presença do volante Claudinei, ex-América. Em uma das equipes estava Marcos Rocha, Leonardo Silva, Réver e Michel. Do outro, o treinador colocou o ataque titular, com Ronaldinho Gaúcho, Diego Tardelli, Fernandinho e Jô.
A “dor de cabeça” de Autuori faz sentido. Na péssima campanha no Mundial de Clubes da Fifa, em dezembro, a equipe mostrou vulnerabilidade, deixando que os adversários chegassem com facilidade ao gol de Victor. Foram cinco gols em duas partidas. Três na derrota para o Raja Casablanca e dois na disputa do terceiro lugar, na vitória sobre o Guangzhou, da China.
A atuação no Mundial foi na contramão da temporada, quando a defesa atleticana teve bom rendimento. Na campanha da Libertadores, o time sofreu 18 gols em 14 jogos, média de 1,2 por partida. No Brasileirão, a média atleticana foi de um gol sofrido por jogo. Foram 38 em 38 rodadas.
“Ele (Autuori) vem batendo nessa tecla sobre o setor defensivo, até porque a zaga é um dos setores mais exigidos da equipe e, no final do ano passado, acabamos tomando muitos gols”, ressalta o zagueiro Réver.