
Na mitologia grega, Atlas é um titã castigado por Zeus a sustentar a Terra. No futebol mexicano, o clube homônimo é o castigo. Conhecido por ser um incômodo quando disputa a Libertadores, a equipe Rubro-Negra será adversária do Galo na edição de 2015 da competição continental.
E não só as cores do time de Jalisco que deixam os torcedores do Atlético encabulados. O mascote do Atlas também não será bem visto pelos atleticanos. Zorro é Raposa em espanhol. Mais um ingrediente para aumentar a disputa entre os dois times.
Será apenas a terceira participação do time do México. Contudo, nas outras duas vezes que disputou a "Liberta", o Atlas foi até as quartas de final (2000 e 2008), conforme lembra o jornalista Javier Robles, setorista dos "Zorros" no diário El Informador.
"(O Atlas) é uma das equipes mais desconfortáveis historicamente falando na Copa Libertadores desde que os mexicanos começaram a disputá-la. O Atlas do México, em 2000 e 2008, foi até a rodada de quartas de final, com um desempenho excepcional", analisa Javier.
Para enfrentar o Atlas, o Galo fará sua maior viagem na fase de grupos. Após o sorteio em Luque, Paraguai, a diretoria do Atlético já começou a estudar voos fretados. São quase 8 mil quilômetros entre Belo Horizonte e Guadalajara (cidade de Jalisco).
O Atlas foi terceiro colocado no último Campeonato Mexicano, mas foi logo eliminado na fase de mata-mata do torneio para o Monterrey. O time vermelho e preto não vence o torneio há 53 anos.
Seu principal jogador, segundo Javier Robles, é Juan Pablo Rodríguez, ídolo da equipe e que retorna ao time depois de 11 anos, no alto de seus 35 anos.
"O homem mais destacado do conjunto de Guadalajara é Juan Pablo Rodríguez, que vai voltar ao Atlas depois de sucesso pelo Tecos, pelo Chivas e pelo Santos Laguna, sendo que foi campeão nas duas últimas equipes citadas. Ainda o Atlas tem o goleiro Federico Vilar, o zagueiro argentino Walter Kannemann e o colombiano Aldo Leao como armas", completa Javier.