Scarpa, do Galo, celebra etapa do processo de criptomoedas contra empresa de Bigode: ‘agora é orar’
Jogador alvinegro luta para recuperar o investimento de mais de R$ 6 milhões que fez por recomendação de Willian

O meio-campista Gustavo Scarpa, do Atlético, comemorou nesta sexta-feira (19) o avanço no processo que move contra a empresa de Willian Bigode, atual jogador do América, intermediária de um processo de aquisição de criptomoedas em 2023.
“Mano, esqueci de compartilhar uma notícia top! Depois de três anos e meio, finalmente, todos os réus devidamente citados no processo. Acho que agora vai, hein? Agora é orar!”, disse o jogador.
A frase final usada na publicação pode ser uma ironia associada ao início do imbróglio com Bigode, ex-companheiro de Palmeiras. Na época que o caso veio à tona, Willian teria respondido a Scarpa- em mensagens de áudio - que ele não tinha mais o que fazer, apenas orar e “esperar no Senhor”.
“Scarpinha, agora não tem nem mais questão de confiança, irmão. A questão que agora é orar. Fazer o que eu sei. Agora é esperar no Senhor – disse Willian em um dos áudios”, revelou o programa Fantástico, da Rede Globo, na época.
Gustavo Scarpa teria investido R$ 6,3 milhões em criptomoedas na Xland Holding Ltda, por indicação de Bigode, dono da WLJC Gestão Financeira, com o objetivo de ter retorno de 3,5% a 5% ao mês, o que não ocorreu.
Além dele, o lateral-direito Mayke, que também era companheiro da dupla no Palmeiras, também está envolvido na transação. O ex-cruzeirense investiu cerca de R$ 4 milhões.
Um ano após o caso seguir para a Justiça, Scarpa e Mayke conseguiram a primeira vitória quando solicitaram o bloqueio dos salários de Bigode, então jogador do Santos, até que a situação fosse resolvida.
Vitória de Mayke
No dia 21 de janeiro de 2025, Gustavo Scarpa alfinetou Willian Bigode, ex-companheiro de Palmeiras, após a Justiça condenar o atacante e sua empresa WLJC a pagar mais de R$ 4 milhões ao lateral-direito Mayke. A decisão, assinada pelo juiz Christopher Alexander Roisin.
Além do valor principal de R$ 4.583.789,31, Willian, os sócios da WLJC — Camila Fava e Loisy Siqueira, esposa do atleta — e a própria empresa deverão pagar uma multa de 10% do montante a Mayke. Na época, Scarpa voltou a usar a frase que viralizou ao repostar a notícia em seu Instagram: “Depois de muita oração” e “seguimos orando”.
Além da ironia, Scarpa publicou uma mensagem contundente criticando o uso da religião para encobrir atos desonestos. “Uma coisa que me deixa decepcionado demais, é ver pilantra usando o nome de Deus pra justificar as suas pilantragens”, escreveu. O meia também pediu que o ex-companheiro assumisse suas responsabilidades, enfatizando: “Seja homem e assuma seus b.o.”.
Desde o início da causa, Willian Bigode sustenta que também foi enganado, contabilizando perdas superiores a R$ 17 milhões. Ele também tenta provar que foi vítima no esquema de criptomoedas.
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