Substituto de Leo Silva, Edcarlos assume vaga e condição de líder no Atlético

Henrique André - Hoje em Dia
Publicado em 27/02/2015 às 07:32.Atualizado em 18/11/2021 às 06:10.
 (Bruno Cantini)
(Bruno Cantini)
Com 30 jogos entre altos e baixos pelo Atlético, o zagueiro Edcarlos assumiu um papel importante no time alvinegro. Pelo menos por duas ou três semanas – tempo mínimo especulado para a recuperação do capitão Leonardo Silva –, o defensor será responsável por formar a dupla de zaga com o garoto Jemerson. E, mais do que isso, de ser um comandante no sistema defensivo para a sequência na Copa Libertadores e no Campeonato Mineiro.
 
Contratado no início do ano passado, o jogador chegou ao Atlético após passagem pelo Sport, a pedido do então técnico Paulo Autuori, para compor o elenco e suprir as ausências dos lesionados Réver e Emerson. Contestado por boa parte da torcida, o zagueiro desembarcou na Cidade do Galo com status de jogador “decadente”.
 
No entanto, como um mineirinho – mesmo sendo baiano – , Edcarlos soube aproveitar bem as oportunidades e acabou se tornando decisivo quando o Galo mais precisou. Nas quartas de final da Copa do Brasil, por exemplo, foi dele o quarto gol contra o Corinthians, que resultou na classificação do time mineiro para a fase seguinte. À época, ele também havia herdado a vaga e a braçadeira devido a uma lesão do capitão alvinegro.
 
Na derrota por 1 a 0 para o Atlas-MEX, nesta quarta-feira (25), novamente o baiano foi acionado pelo técnico Levir Culpi assim que Leonardo foi ao chão reclamando de dores na mão e substitiu o capitão Leonardo Silva, que sofreu uma fratura na mão e precisou deixar o gramado.
 
Com a braçadeira de capitão herdada, Edcarlos, de 29 anos, pouco pôde fazer para evitar a primeira derrota alvinegra na Libertadores, jogando como mandante, após 37 anos e a segunda nesta atual edição. “O resultado foi fruto do nosso nervosismo. Não conseguimos jogar pelos flancos como o Levir Culpi pediu”, disse o zagueiro. “ A derrota foi dolorida, mas não vamos abaixar a cabeça. Vamos seguir de cabeça erguida na competição”, acrescentou.
 
De acordo com o treinador atleticano, o principal dano gerado pelas lesões sucessivas - sete no total (Leonardo Silva, Lucas Pratto, Jô, Guilherme, Pedro Botelho, Marcos Rocha e Giovanni Augusto) -, é a dificuldade de entrosar quem entra para substituir as peças que estão no Departamento Médico. “Nós perdemos três jogadores de defesa. São coisas que não temos como prever. Estamos perdendo um pouco do conjunto”, reclamou Culpi após a derrota para o time mexicano. “O time teve empenho físico, mas pouco empenho de conjunto”, completou.
 
De folga na Libertadores até o próximo dia 18, quando enfrenta o Santa Fé na Colômbia, o grupo atleticano volta as atenções para o Estadual. No próximo domingo, o Galo enfrenta o Guarani de Divinópolis, no Independência e busca se reabilitar da derrota por 2 a 1, sofrida no clássico contra o América.
 
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