
A participação de Daniel Vorcaro na SAF do Atlético voltou a ser citada, nesta sexta-feira (11), em meio às investigações da Polícia Federal sobre o Banco Master. Diálogos extraídos pelos investigadores mostram um funcionário do banqueiro dizendo que o "chefe (Vorcaro)" tinha 25% da SAF do clube mineiro. O Atlético esclareceu que o percentual mencionado corresponde a uma estrutura societária antiga e que a participação foi posteriormente diluída.
As informações estão em reportagem publicada pela revista Veja. As conversas ocorreram em 3 de outubro de 2024, entre um ex-escrivão da Polícia Federal, apontado nas investigações como integrante de um grupo ligado a Vorcaro, e um contato identificado como “Pk Caiava”.
Na mensagem, o ex-escrivão afirma uma casa de apostas também pertencia a Vorcaro e acrescenta que ele “tem 25% do Galo”. Questionado sobre quem seria o empresário, ele responde: “É o Daniel Vorcaro, pô, que comprou 25% lá. É a SAF”.
A referência aos 25% aparece em um contexto no qual Vorcaro havia realizado aportes expressivos na SAF do Atlético. Por meio do fundo Galo Forte FIP, o empresário investiu cerca de R$ 300 milhões no clube, sendo R$ 100 milhões em 2023 e outros R$ 200 milhões em 2024. Com os aportes, Vorcaro adquiriu uma participação estimada entre 20% e 27% da Galo Holding, empresa que controla a SAF.
Participação de Vorcaro na SAF é considerada irrelevante
O Atlético informou que as mensagens mencionadas são antigas e que os dados apresentados fazem referência a um período anterior à atual estrutura societária da SAF. Na ocasião, era citada uma participação de 25% nas ações do clube, percentual que posteriormente foi diluído. Atualmente, a participação de Vorcaro na SAF é considerada irrelevante.
O clube ressalta ainda que, desde o início das notícias envolvendo as investigações relacionadas a Vorcaro, ele foi afastado do Conselho da SAF. Desde então, o Atlético adotou todas as providências necessárias para preservar os interesses e a segurança jurídica do clube.
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