
Quando Wilton Pereira Sampaio levou o apito à boca e apontou o centro do campo, o técnico Levir Culpi preparou os ouvidos para os xingamentos e vaias das arquibancadas. Acostumado à fúria emocional do torcedor, o treinador do Atlético lamentou o empate diante do Santos justamente em um dia que igualou uma marca expressiva.
Nesta quarta-feira (10), ele chegou ao 257º jogo comandando o Galo, empatando, assim, com os números de jogos que teve no banco de reservas do Cruzeiro. Quatro passagens pelo lado alvinegro de BH contra três pelo azul. Uma vitória diante do Peixe seria perfeito para celebrar os 514 jogos pelos dois maiores clubes de Minas, mas não foi possível.
"Eu, quando percebi que iria igualar o número de jogos pelo Cruzeiro, realmente pensei que seria interessante uma vitória, pois tornaria o jogo mais marcante um pouco. Mas não fico triste porque a vida não tem só flores", disse o treinador.
Levir venceu mais pela Raposa do que pelo Galo. Foram 140 triunfos pelo Cruzeiro contra 137 pelo Galo. Aproveitamento de 60,4% pelo atual campeão da Copa do Brasil contra 63% no comando do time estrelado.
Em relação às vaias ao fim da partida, Levir disse que está mais do que acostumado. "É uma impaciência que é irritante, ninguém tem equilíbrio emocional neste momento. Mas temos que nos acostumar com isso, infelizmente", completou.
O ápice da revolta das arquibancadas, durante os 90 minutos, foi quando Lucas Pratto saiu para a entrada de Jô. A torcida queria ver a equipe mais ofensiva, mas Levir optou por colocar um atacante no lugar do outro.