
A Federação Belga (RBFA) revelou na tarde desta segunda-feira (6) que a Fifa rejeitou a contestação da entidade sobre a anulação do cartão vermelho aplicada pelo árbitro brasileiro Raphael Claus ao atacante Folarin Balogun, dos Estados Unidos, contra a Bósnia.
Desta forma, Balogun está liberado para encarar os belgas na noite desta segunda, em jogo que valerá vaga às quartas de final da Copa do Mundo. De acordo com a RBFA, o documento da Fifa estava assinado por Salman Al-Ansari, membro do Comitê de Apelação da entidade.
Os belgas reforçaram ainda que apesar desta informação, ainda não receberam as informações que solicitaram desde o início do processo, que seria uma cópia da decisão e da justificativa que declara o jogador elegível, bem como o relatório do árbitro. Segundo a federação, isso constitui uma violação dos regulamentos da FIFA.
“A RBFA informou a Federação de Futebol dos Estados Unidos que contesta a elegibilidade do jogador, caso o jogador esteja listado na folha da equipa do árbitro”, disse a entidade.
Entenda o caso
Na última quarta-feira (1º), Estados Unidos e Bósnia se enfrentaram na segunda fase da Copa do Mundo valendo uma vaga às oitavas. Os anfitriões abriram o placar com Balogun, aos 44 minutos do primeiro tempo.
Aos 15 da etapa final, o atacante cometeu falta dura em Muharemovic. Um minuto depois, o VAR chamou o Raphael Claus para revisar a jogada. Aos 18, o brasileiro seguiu a orientação das imagens e aplicou o vermelho ao atacante norte-americano.
Após o jogo, o Comitê Disciplinar da Fifa analisou o caso e, com base no artigo 27 do Código Disciplinar da FIFA (FDC), retirou a punição. O artigo relata a possibilidade de suspender total, ou parcial, uma medida disciplinar, como por exemplo, a aplicação de um cartão vermelho.
“Por força do Artigo 27 do FDC, a implementação da suspensão automática de jogos para o jogador dos EUA Folarin Balogun é suspensa por um período probatório de um (1) ano”, diz a nota da Fifa.
Donald Trump e Infantino
O caso também foi comentado pelos presidentes Donald Trump, dos EUA, e Gianni Infantino, da Fifa. Trump revelou que ligou para Infantino solicitando a revisão do cartão vermelho aplicado por Claus. Para ele, Balogun sequer cometeu falta, contestando assim a índole do árbitro brasileio.
“Esse árbitro… é um tanto suspeito se você verificar o passado dele. Não quero dizer isso, pois não gosto de criar polêmica, mas é muito suspeito”, disse o presidente americano durante evento na Casa Branca.
Ele ainda afirmou que não teve influência na decisão do Comitê, mas elogiou o resultado. O mesmo relatou Infantino. Segundo o presidente da Fifa, “os órgãos judiciais da FIFA são independentes, atuam de forma autônoma, aplicam o Código Disciplinar da FIFA e decidem os casos com base nos regulamentos aplicáveis e nos fatos específicos apresentados”.
“Sua independência é essencial para a credibilidade e a integridade do futebol, e isso deve ser sempre respeitado”, relatou em nota.
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