Números históricos

Copa do Mundo de 2026 termina com recordes de gols, público e marcas históricas

Torneio encerrado com o título da Espanha reuniu números inéditos, recordes individuais e coletivos na primeira edição com 48 seleções.

Angel Drumond
esportes@hojeemdia.com.br
Publicado em 20/07/2026 às 14:34.
Estadio Metlife, em New Jersey, palco da final da Copa do Mundo (X da Fifa)
Estadio Metlife, em New Jersey, palco da final da Copa do Mundo (X da Fifa)

A Copa do Mundo de 2026 foi encerrada neste domingo (19) com a conquista da Espanha sobre a Argentina por 1 a 0, na prorrogação, e entrou para a história por uma série de recordes. Disputada pela primeira vez com 48 seleções e 104 partidas, a competição estabeleceu novas marcas de gols, público, desempenho coletivo e feitos individuais.

A seleção espanhola também concentrou os principais prêmios distribuídos pela Fifa. Rodri foi eleito o melhor jogador da competição e recebeu a Bola de Ouro. Lionel Messi ficou com a Bola de Prata, enquanto Kylian Mbappé levou a Bola de Bronze. O goleiro Unai Simón recebeu a Luva de Ouro, Pau Cubarsí foi escolhido o melhor jogador jovem e a Holanda conquistou o Troféu Fair Play. A Chuteira de Ouro ficou com Mbappé, autor de 10 gols em oito partidas.

Entre os recordes coletivos, a edição de 2026 registrou 308 gols, superando com folga a marca anterior de 172, favorecida pelo aumento do número de partidas. Os estádios de Estados Unidos, México e Canadá também receberam mais de 6 milhões de torcedores, estabelecendo o maior público da história das Copas do Mundo. A Espanha encerrou a campanha com apenas um gol sofrido, registrando a melhor defesa de um campeão mundial, além de se tornar o primeiro país a conquistar simultaneamente os títulos das Copas do Mundo masculina e feminina. O torneio ainda contabilizou 14 gols contra, novo recorde da competição.

Os feitos individuais também marcaram a competição. Mbappé chegou a 22 gols em Copas do Mundo, tornando-se o maior artilheiro da história dos Mundiais, à frente de Lionel Messi, que encerrou a carreira na competição com 21 gols. Aos 38 anos, o argentino tornou-se o jogador mais velho a marcar um hat-trick em Copas, ao balançar as redes três vezes diante da Argélia, e alcançou 23 vitórias, novo recorde da competição. Cristiano Ronaldo, Messi e Guillermo Ochoa passaram a integrar o grupo de atletas com participações em seis edições do Mundial, enquanto o português ampliou sua marca ao fazer gols em seis Copas consecutivas.

Outros destaques ficaram por conta do goleiro Unai Simón, que alcançou 650 minutos sem sofrer gols, estabelecendo um novo recorde de invencibilidade em Mundiais. Michael Olise distribuiu sete assistências, o maior número registrado em uma única edição desde o início da contabilização das estatísticas. Já o técnico Luis de la Fuente tornou-se, aos 65 anos, o treinador mais velho a conquistar uma Copa do Mundo.

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