
Cruzeiro e Botafogo travaram uma batalha ferrenha em boa parte do Campeonato Brasileiro do ano passado em busca do título da competição. No final, os celestes ergueram a taça e os cariocas ficaram com o quarto lugar e uma vaga na Copa Libertadores.
No próximo domingo (2), às 17h, no Mineirão, as duas equipes voltam a se enfrentar, pela 32ª rodada da Série A, vivendo momentos distintos em relação a 2013. Enquanto o Cruzeiro lidera a competição desde a sexta rodada e caminha rumo ao bicampeonato, o Botafogo vive uma das maiorias crises – técnica e financeira – de sua história.
Salários atrasados, invasão de torcedores aos treinos e dispensa de jogadores importantes ditam a temporada do alvinegro, que amarga a 17ª colocação com apenas 33 pontos e vê de perto o fantasma do rebaixamento se aproximar.
A vitória por 2 a 1 sobre o Flamengo, no último sábado (25), ajudou o Glorioso a ficar mais perto de deixar o Z-4. A conquista renovou o ânimo do elenco, que promete fazer o jogo da vida contra a Raposa. “Hoje, realmente são notórias as dificuldades que o elenco vem passando. Mas acho que, mais do que isso, é saber que se você não se livrar do rebaixamento, independentemente de tudo que vem passando, é seu nome e o do clube que estão ali. Temos que lutar, como estamos fazendo, até o fim”, declarou o zagueiro André Bahia.
Instabilidade
Longe da crise vivida pelo Botafogo, o Cruzeiro também vem passando por um momento de instabilidade no Brasileirão. Nas últimas cinco rodadas, os comandados de Marcelo Oliveira sofreram duas derrotas, empataram duas vezes e venceram só um jogo. O mau momento fez com que parte da torcida questionasse o futuro do time na competição e acendeu o sinal de alerta na Toca da Raposa.
Para os jogadores, no entanto, a queda de rendimento é normal. “Se você colocar a nossa situação para os outros times, todos vão falar que gostariam de estar vivendo o que o Cruzeiro passa atualmente, com cinco pontos de vantagem na tabela e na semifinal da Copa do Brasil. Nossa situação é muito boa, nenhum time conseguiu fazer o que fizemos até agora. É normal perder dois ou três jogos, ainda mais pela dificuldade do Brasileiro. Isso mostra que não tem jogo fácil e que precisamos fazer em campo pra conquistar os títulos”, opina o meia Júlio Baptista.