
Nascida no Rio de Janeiro, Byanca Brasil foi peça fundamental no Cruzeiro na campanha do título da Libertadores Feminina. Quando a equipe celeste estava em desvantagem de 3 gols no placar, a capitã liderou uma virada histórica que terminou em 4 a 4 no tempo regulamentar e levou a decisão para os pênaltis. Nas cobranças, o time celeste venceu por 5 a 4, sagrando-se campeão na estreia na competição mais importante do continente.
O Estádio Rodrigo Paz Delgado, em Quito, no Equador, foi palco de mais uma noite memorável. Byanca Brasil voltou a brilhar em uma competição que parece feita sob medida para ela e na qual se tornou um verdadeiro amuleto para cada equipe que representou: conquistou sua terceira Libertadores, e, em todas as ocasiões, seu time celebrou o primeiro título de sua história (Corinthians/Audax, em 2017; Palmeiras, em 2022; e Cruzeiro, em 2026).
Aos sete minutos do segundo tempo, com o Timão vencendo por 3 a 0, Byanca mostrou seu faro de gol para empurrar a bola para as redes após cruzamento de Letícia Alves, que ainda desviou levemente em Marília Furiel. Lelê, experiente goleira da equipe paulista, não conseguiu fazer a defesa, e a capitã diminuiu a desvantagem, reacendendo a esperança de sua equipe e contagiando as companheiras com otimismo.
A campanha do Cruzeiro até a Final foi impecável. A equipe terminou a Fase de Grupos na liderança do Grupo C, com 100% de aproveitamento (oito gols marcados e apenas um sofrido). Nas Quartas de Final, superou o Libertad com autoridade, por 3 a 0, e, nas Semifinais, venceu o Olimpia por 1 a 0. Ao longo dessa trajetória, a atacante carioca marcou na vitória por 2 a 1 sobre a LDU Quito, na estreia; anotou um hat-trick diante do Bolívar, na vitória por 3 a 0 pela segunda rodada; e voltou a balançar as redes nas Quartas de Final contra o Libertad.
O destino lhe reservava mais um encontro com a história. Na decisão, Byanca marcou o gol que diminuiu a diferença no segundo tempo e abriu a série de cobranças de pênaltis com a primeira conversão do Cruzeiro. Mais do que os números, o peso de seu nome e sua liderança ajudam a explicar por que a equipe encontrou nela uma referência dentro e fora de campo.
Na temporada passada, em razão de um quadro de depressão profunda, a referência do time de Belo Horizonte chegou a considerar a possibilidade de abandonar o futebol. "Sou muito grata à minha psicóloga, à minha esposa, ao Cruzeiro e a todas as pessoas que estiveram ao meu lado nos momentos mais difíceis. Hoje, estou muito feliz por estar vivendo tudo isso", reconheceu a artilheira da competição.
* Com informações da Conmebol Libertadores
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