Artur Jorge explica permanência de Villalba e admite que poderia ter feito diferente
Técnico do Cruzeiro diz que confiou na capacidade do lateral de evitar o segundo amarelo e afirma que desgaste de Wesley também influenciou decisão

A permanência de Villalba em campo no segundo tempo do clássico contra o Atlético foi uma das decisões questionadas pela torcida do Cruzeiro após a eliminação da Copa do Brasil. O lateral-esquerdo argentino havia recebido cartão amarelo na etapa inicial, mas retornou para o segundo tempo e acabou expulso após receber a segunda advertência, deixando a equipe com um jogador a menos por mais de 30 minutos.
Artur Jorge explicou que optou por manter Villalba porque acreditava que o jogador conseguiria controlar suas ações para evitar uma nova punição. O treinador também considerou o desgaste de Wesley, que precisou ser substituído ainda antes da expulsão, e afirmou que a situação exigia administrar os cartões diante do número de advertências recebidas pelo Cruzeiro.
“Temos que saber lidar enquanto equipe com aquilo que são os cartões amarelos, porque senão seria muito difícil o jogo de hoje. Nós fizemos 13 faltas e tivemos sete cartões amarelos e, portanto, nós temos também que confiar naquilo que é e que acreditamos que estamos fazendo e da forma que nós chegamos hoje. E teria que tirar o Kaio, o Otávio e o Villalba se fosse pela questão do cartão amarelo”, explicou.
O técnico citou ainda a substituição de Wesley como um dos fatores que pesaram na escolha. Segundo Artur Jorge, a mudança foi feita por desgaste, com a manutenção das características da equipe pelo lado esquerdo.
A expulsão de Villalba ocorreu quando o Cruzeiro vencia por 1 a 0. Com um jogador a menos, a equipe não conseguiu sustentar a vantagem e sofreu a virada, com gols de Victor Hugo e Fred. Artur Jorge reconheceu que poderia ter tomado outra decisão, mas rejeitou atribuir o resultado exclusivamente ao cartão vermelho.
“Agora será mais fácil dizer que tivemos ali um cartão amarelo, mas volto a dizer, não tinha que o fazer imediatamente, porque não o fiz com o Otávio, com quem joga. Pode-se dizer que defensivamente estávamos mais expostos, sendo que é um lateral, não atacante, talvez. Mas são decisões que me compete tomar durante os 90 minutos e em todas elas eu posso dizer que podemos sempre fazer melhor”, afirmou.
Artur Jorge também ressaltou que o resultado, na avaliação dele, deve ser analisado a partir do desempenho coletivo. “Ninguém ganha os jogos por lá (lado esquerdo), nenhum. Os jogos se ganham no seu coletivo, naquilo que é a forma de como a equipe se movimenta dentro de campo”, completou.
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