
O time do Sada Cruzeiro deveria ter embarcado na madrugada desta segunda-feira (9) para Buenos Aires, de onde seguiria viagem para San Juan, sede da disputa do Sul-Americano Interclubes de Vôlei. Deveria. O caos instalado no Aeroporto Internacional de Confins desde a última sexta-feira impediu o embarque da equipe, que ainda se encontra no local aguardando para seguir rumo à Argentina.
O jogadores foram encaminhados para um hotel próximo ao aeroporto para descansar ainda na madrugada e retornaram para tentar pegar um voo para o Rio de Janeiro. Contudo, segundo nota encaminhada pela assessoria de imprensa do clube, um problema entre a Aerolineas Argentinas e a Azul, que faria o trecho até o Rio de Janeiro, foi ainda outro impeditivo da viagem.
“A previsão inicial era chegarmos em São Juan no início da tarde de hoje. Para nós, depois de todo esse cansaço, estava certo que iríamos embarcar às 11h50 para o Rio de Janeiro, o que acabou não se concretizando e impossibilitando outras opções. A Aerolineas, com uma funcionária que estava nos atendendo, fez de tudo para nos colocar neste voo, enviou toda a documentação para a Azul, mas infelizmente a Azul não honrou o acordo. É lamentável a má vontade da Azul em atender ao grupo, com 23 pessoas. E nem nos deram opção de pagar pelo trecho. Foi uma falta de sensibilidade total com o problema. E a informação era de que eles tinham 50 vagas no voo. É claro que todos estamos sujeitos às condições climáticas, mas é necessário também que haja um pouco de bom senso e sensibilidade. Agora vamos mais tarde, tentar seguir viagem. Isso prejudica bastante a nossa programação. Mas vamos tentar superar tudo isso e iniciar bem o campeonato”, desabafou Flávio Pereira, diretor esportivo do time.
O clube recebeu uma nova previsão de embarcar para o Rio às 17 horas de onde dividirá o grupo em dois, que seguirá separado para a capital argentina, ficando um deles à noite em Buenos Aires. O Sada Cruzeiro, atual campeão do Sul-Americano, faz o jogo de estreia nesta quarta-feira (11), às 20h30, contra o San Martin, da Bolívia.