
O Cruzeiro está no mercado em busca do substituto de Tite e o “plano A” é o português Arthur Jorge, campeão com o Botafogo na primeira passagem pelo futebol brasileiro. As conquistas vieram com um esquema tático ofensivo, com destaque para os ponteiros que o Fogão tinha em 2024.
Jorge foi contratado para substituir Fábio Matias, que era auxiliar de Tiago Nunes e depois assumiu interinamente o comando. Com Matias, o time atuava sem um centroavante fixo, num 4-4-2. Com Arthur a variação foi para um 4-2-4, ou seja, com liberdade para os meias chegarem ao ataque, se aproximando de Tiquinho Soares e Júnior Santos, ou Luiz Henrique.
Outra situação que acontecia quando o time estava com a posse de bola era montar um “pelotão” com cinco jogadores chegando à área adversária, deixando dois marcadores e três zagueiros na proteção. Quem ganhou notoriedade no período do treinador no Fogão foi o meio-campista Eduardo, que em seguida foi contratado pelo Cruzeiro, deixando a Raposa nesta temporada.
Eduardo constantemente surgia na grande área como “homem surpresa”. No meio da temporada, Arthur teve reforços de peças importantes, o que potencializou ainda mais o esquema, confirmando a teoria técnica do treinador com os títulos do Brasileirão e a inédita conquista da Libertadores, com um triunfo sobre o Atlético, com um jogador a menos.
Ao deixar o time carioca, após receber uma proposta milionária do Al-Rayyan, ele manteve a estrutura e logo no primeiro mês de trabalho, ficou com o vice-campeonato no Challenge Shield, na Supercopa Catar-Emirados Árabes.
Já nesta temporada, o comandante não vive um bom momento e tem apenas 27,27% de aproveitamento. A instabilidade gera insatisfação na direção do clube, o que pode facilitar uma saída para assumir a Raposa.
Caso não seja demitido, ou não entre em um acordo para deixar o time, a opção do Cruzeiro para tirá-lo da equipe catarense é pagar a multa rescisória, que gira em torno de R$ 25 milhões.
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