
No Cruzeiro, a partir desse sábado (13), às 21h, quando começar o confronto com o Vasco, em São Januário, no Rio de Janeiro, pela sétima rodada do Campeonato Brasileiro, Fábio será absoluto. Ultrapassará Zé Carlos e será o número 1 na relação de jogadores que mais atuaram com a camisa celeste em quase 95 anos de história, com 634 partidas.
O recorde lhe garante presença numa lista nobre, formada pelos jogadores que mais atuaram em cada um dos 12 grandes clubes brasileiros. São nomes como Pelé (Santos), Nilton Santos (Botafogo), Ademir da Guia (Palmeiras), Roberto Dinamite (Vasco) e Júnior (Flamengo).
Fábio começa a integrar a relação ocupando o último lugar. Mas para quem já traçou uma trajetória como a dele no Cruzeiro, isso não chega a ser problema. Uma barreira seria a saída dele do clube, pois seu contrato vence em abril do ano que vem. Mas o jogador, que ainda não tratou do assunto com a diretoria, deixou nesta sexta-feira (12) no ar o desejo de permanecer.
“Eu quero terminar meu contrato, que vence em abril, esse é o meu pensamento. Dentro disso, quero terminar bem o ano, buscar o título do Brasileiro e da Copa do Brasil. Motivação não vai faltar. Esses são meus números agora. Cada vez mais buscar conquistas e coisas positivas na minha carreira dentro do Cruzeiro. Esse é o meu objetivo”, afirma o capitão.
Depois de chegar a falar numa possível aposentadoria ao final do seu contrato com o Cruzeiro, em abril do ano que vem, o goleiro demonstra que parar de jogar futebol não está nos seus planos.
“Estou me preparando muito. Não só na parte de campo, como no fortalecimento fora de campo, para que eu possa continuar jogando durante muitos anos. Estou me dedicando bastante. Espero jogar mais uns três, quatro anos, ajudar a equipe a conquistar títulos importantes”, afirma o goleiro.
Curiosamente, Fábio alcança a marca justamente diante do outro time da sua carreira, o Vasco, que defendeu de 2000 a 2004. “O Vasco faz parte da minha história. Me deu a oportunidade de jogar para que eu pudesse chegar ao Cruzeiro. Fico feliz em alcançar esse recorde jogando contra outro time que fez parte da minha carreira”.
Oficial
Uma polêmica que poderia existir em relação à marca de Fábio é que entre os jogos disputados pelo goleiro estão os contra Botafogo e Paysandu, anulados no Brasileiro de 2005, por terem sido apitados por Edílson Pereira de Carvalho, que fazia parte da Máfia do Apito.
Consultado pelo Hoje em Dia, o diretor de competições da CBF, Manoel Flores, afirma que não há motivo para deixar de considerar os confrontos. “Os jogos não podem ser considerados oficiais porque foram tirados do Campeonato Brasileiro daquele ano. Também não podem ser ignorados, porque foram disputados, existiram. Logo, são tratados como amistosos, jogos não-oficiais”.
Na partida desse sábado (13), o garoto Allano, promessa da base, será titular pela primeira vez, formando o trio de meias com Willian e Marquinhos