Cruzeiro e River dão sequência a uma rivalidade com 55 anos de história

Alexandre Simões - Hoje em Dia
Publicado em 25/05/2015 às 07:31.Atualizado em 17/11/2021 às 00:11.
 (Anibal Greco)
(Anibal Greco)

A Copa Libertadores nasceu com um mata-mata entre Brasil e Argentina. E no decorrer da sua trajetória, são 55 anos em que os confrontos de ida e volta entre os clubes dos dois países acirraram a maior rivalidade futebolística do planeta.

Na próxima quarta-feira (27), às 22h, no Mineirão, Cruzeiro e River Plate terminam de escrever o 45ª capítulo dessa história, que começou em 1960, na primeira edição do torneio, que foi toda disputada no sistema de mata-mata e teve no Grupo 1 o confronto entre Bahia e San Lorenzo, com os argentinos levando a melhor.

As batalhas dentro das quatro linhas, entre Brasil e Argentina, deixavam de estar restritas à camisa amarela contra a albiceleste.

O 1 a 0 do Cruzeiro, na quinta-feira da semana passada, no Estádio Monumental de Núñez, em Buenos Aires, partida de ida do confronto entre eles pelas quartas de final, foi o 93º jogo de mata-mata entre brasileiros e argentinos na Copa Libertadores.

E a vitória foi fundamental para o Cruzeiro tentar quebrar uma escrita que o acompanha nos duelos decisivos contra argentinos, na principal competição continental de clubes.

A torcida trata o clube como La Bestia Negra, mas o apelido, que foi dado pelos chilenos à Raposa, não se enquadra quando o assunto é o mata-mata de Libertadores contra os argentinos.

O Cruzeiro já esteve envolvido em cinco confrontos na sua larga história na competição, e venceu apenas o primeiro, a decisão de 1976, quando superou justamente o River Plate.

Nas quatro oportunidades, caiu diante dos argentinos, a começar pela final de 1977, quando perdeu a chance do bicampeonato continental diante do Boca Juniors.

As três grandes decepções do clube em mata-matas de Libertadores, neste século, aconteceram diante de clubes argentinos. E dentro do Mineirão.

Em 2008, o time de Ramires, Guilherme, Marcelo Moreno, Charles e Wagner, que em alguns momentos encantava, foi eliminado pelo Boca Juniors, nas oitavas.

No ano seguinte, com um grupo um pouco mudado, o título foi perdido para o Estudiantes dentro do Gigante da Pampulha, com uma derrota de virada.

No ano passado, o time campeão brasileiro de 2013 carregava a esperança do tri, mas foi eliminado pelo San Lorenzo, nas quartas de final, com um empate por 1 a 1 no Mineirão.

Na próxima quarta-feira, os comandados de Marcelo Oliveira têm a chance de acabar com a sequência de insucessos diante de argentinos, nas fases de mata-mata da Libertadores.

Retrospecto

Além de ser soberano no confronto contra o River Plate, o Cruzeiro tem a seu favor ainda o fato de o clube argentino ter perdido cinco dos sete mata-matas que já jogou contra adversários brasileiros na Copa Libertadores.
 

arte

 

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