
Mais três ou quatro pontos devem tirar do Cruzeiro o risco do inédito rebaixamento à Série B do Campeonato Brasileiro. Mas o sonho de voltar à Copa Libertadores no ano que vem, só é possível vencendo o Grêmio por pelo menos dois gols de diferença, quarta-feira que vem, em Porto Alegre.
E o confronto com os gaúchos será decisivo na definição de Mano Menezes de qual time mandará a campo hoje à tarde, para encarar o Atlético-PR, às 16h30, na Arena da Baixada, em Curitiba, pela 33ª rodada do Campeonato Brasileiro.
Duas certezas são as ausências do zagueiro Léo e do meia Robinho, que estão suspensos. O primeiro foi expulso na vitória de 1 a 0 sobre o Vitória, domingo passado, em Salvador, e o segundo recebeu o terceiro cartão amarelo.
A formação do Barradão, com três volantes, deve ser mantida. Assim, a dúvida é entre Lucas Romero ou Denílson à frente da área. Bruno Ramires e Ariel Cabral, que não participaram da derrota de 2 a 0 para o Grêmio, quarta-feira passada, no Mineirão, devem completar o trio.
Na defesa, o goleiro Rafael, o lateral-direito Ezequiel e o zagueiro Manoel estão garantidos. Bruno Rodrigo ou Fabrício Bruno completam a zaga. Na esquerda, joga Edimar ou Bryan.
No ataque, se Mano Menezes optar por poupar os seus titulares, a tendência é que joguem Alex, Willian e Alisson.
Este último pode ser preservado hoje, em Curitiba, caso Mano Menezes tenha planos de escalá-lo como titular diante do Grêmio, na próxima quarta-feira.
RISCO
Com apenas 2,7% de chances de rebaixamento, o Cruzeiro está praticamente livre do fantasma. Mas o problema é que a tabela final do time de Mano Menezes é contra adversários que estão envolvidos em brigas neste Brasileirão.
Fora de casa, além do Atlético-PR, que tenta voltar ao G-6, encara Sport e Internacional, adversários diretos na briga contra a queda. Em casa, o Cruzeiro recebe Fluminense, Santos e Corinthians, todos com a Série A como único caminho para a Libertadores.
Por isso, adiar a salvação no Campeonato Brasileiro não deixa de ser um risco. Mas abrir mão da última chance de ir à Copa Libertadores, também não é fácil.
Administrar esse dilema é a tarefa de Mano Menezes, com o Sul sendo o campo das duas batalhas cruzeirenses.