
Após estrear na Libertadores há 59 anos, na Venezuela, jogo que entrou para a história do clube por ser a primeira partida internacional, o time celeste já começou a caminhada fora de casa no torneio por mais seis vezes. Além do triunfo sobre o venezuelano Deportivo Galicia, a Raposa conquistou mais duas vitórias, teve dois empates e duas derrotas.
O primeiro confronto após 1967 foi diante de um velho conhecido: o Sporting Cristal, do Peru, em 2001. O adversário foi o mesmo que perdeu para a Raposa na final do torneio de 1997, quando a equipe estrelada faturou o bicampeonato em pleno Mineirão.
O jogo aconteceu no dia 13 de março daquele ano, no estádio Nacional de Lima, maior cidade do Peru. Assim como aconteceu diante do Deportivo Galícia, na Venezuela, o Cruzeiro conseguiu conquistar uma vitória, também com um gol na reta final do duelo.
A jogada iniciou com Geovanni cobrando falta pela direita e Alessandro Cambalhota - que havia entrado no segundo tempo no lugar do lateral Maicon - , desviar de cabeça para as redes.
Depois deste confronto, a Raposa só voltou a estrear fora de casa em 2010, contra o Real Potosí, da Bolívia. Após abrir o placar com Wellington Paulista, no segundo tempo, o Cruzeiro do técnico Adilson Batista sofreu o empate nos minutos finais, fechando o duelo em 1 a 1.
Nove anos depois, o Cruzeiro voltou ao Peru para o primeiro jogo da Libertadores, porém, não teve o mesmo sucesso. Enfrentando o Real Garcilaso no dia 12 de fevereiro de 2014, a Raposa sofreu a virada na etapa final após abrir o placar com o zagueiro Bruno Rodrigo aos 20 minutos do primeiro tempo. Ezequiel Britez e Ramón Rodriguez garantiram o triunfo para os peruanos.
No ano seguinte, o time voltou à Bolívia e, assim como foi em 2010, ficou no empate, porém, sem gols, diante do Universitario Sucre.
As duas últimas estreias longe de casa aconteceram na Argentina. A primeira, em 2018, contra o Racing. Liderados por Mano Menezes, o Cruzeiro saiu do “El Cilindro” com uma derrota por 4 a 2, em noite que Lautaro Martínez anotou um hat-trick.
No ano seguinte, o adversário foi o Huracán, no estádio Tomás Adolfo Ducó. Com gol de Rodriguinho, aos 30 minutos do primeiro tempo, o Cruzeiro - novamente com Mano Menezes -, voltou para Belo Horizonte com os três pontos na bagagem. O adversário era comandado por Antonio Mohamed, que anos depois veio para a capital mineira treinar o rival Atlético.
Nesta terça, o Cruzeiro tentará repetir o resultado lá no Equador, contra o Barcelona de Guayaquil. Para isso, o português Artur Jorge conta com o artilheiro Kaio Jorge, além dos outros destaques do time para superar o Barcelona, e aliviar a pressão que o time vive na temporada. A bola vai rolar para as equipes a partir das 21h (de Brasília), no Estádio Monumental de Guayaquil.
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