Cruzeiro lança campanha contra violência antes de clássico com o Atlético no Mineirão
Vídeo divulgado pelo clube reforça limites da rivalidade após confusão na final do Mineiro, que terminou com 23 expulsões

O Cruzeiro divulgou, na noite desta sexta-feira (1º), uma campanha de conscientização contra a violência antes do clássico contra o Atlético, marcado para este sábado (2), às 21h, no Mineirão, pela 14ª rodada do Campeonato Brasileiro.
A iniciativa ocorre no primeiro encontro entre as equipes após a final do Campeonato Mineiro, vencida pelo Cruzeiro, que terminou com uma briga generalizada nos minutos finais da partida. O vídeo divulgado pelo clube reúne imagens de jogadores e da torcida e traz uma narração sobre a importância do respeito no futebol. “Futebol é o que move a gente. É paixão de verdade, que passa de geração a geração. Tem uma coisa que não pode ser ignorada. Existe um limite. Quando esse limite é ultrapassado, o futebol perde o sentido. Violência não faz parte do jogo. Nunca fez”, diz um trecho.
A campanha também destaca atitudes relacionadas ao comportamento dentro e fora de campo. “Dentro de campo e fora dele, o futebol precisa ser exemplo e isso passa por atitudes simples, mas que fazem toda a diferença. Respeito por quem está do outro lado, por quem apita, por quem joga junto e por quem está na arquibancada”, afirma a narração.
Além da mensagem institucional, o vídeo conta com a participação de jogadores do elenco. “Rivalidade faz parte do jogo. Violência não. A gente compete forte, mas existe um limite”, disse Kaio Jorge. “A disputa move o jogo, mas tem regra. Quando ela não é respeitada, o jogo perde o sentido”, afirmou Christian.
Na decisão do Campeonato Mineiro, vencida por 1 a 0 pelo Cruzeiro, o goleiro Everson, do Atlético, partiu em direção a Christian após uma falta, o que deu início à confusão envolvendo jogadores, membros das comissões técnicas e outros integrantes dos clubes. A arbitragem registrou 23 expulsões na súmula, sendo 12 do Cruzeiro e 11 do Atlético.
Segundo o árbitro Matheus Candançan, as punições ocorreram por uso de força excessiva, agressões com socos e pontapés e condutas consideradas violentas durante a confusão generalizada.
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