SEM CONFIANÇA

‘Cruzeiro precisa de um goleiro à altura da sua história’, cobra organizada do clube

Segundo os torcedores, Matheus Cunha não tem capacidade para decidir jogos difíceis

Paulo Duarte
esportes@hojeemdia.com.br
Publicado em 16/04/2026 às 14:43.
Torcida organizada do Cruzeiro pede saída de Matheus Cunha e contratação de 'goleiro à altura do clube' (Gustavo Aleixo/Cruzeiro)
Torcida organizada do Cruzeiro pede saída de Matheus Cunha e contratação de 'goleiro à altura do clube' (Gustavo Aleixo/Cruzeiro)

As péssimas apresentações de Matheus Cunha no gol do Cruzeiro levaram a maior torcida organizada do clube cobrar à direção nesta quinta-feira (16), um dia após a Raposa ser derrotada pelo Universidad Católica, do Chile, pela segunda rodada da Libertadores, no Mineirão. De acordo com a Máfia Azul, o arqueiro “não está à altura do clube”.

“Não é sobre perseguição, é sobre desempenho. A cobrança faz parte de vestir uma camisa pesada. O Cruzeiro precisa de um goleiro à altura da sua história”, publicou a organizada nas redes sociais. 

Os torcedores ressaltam ainda que para um time ser competitivo é necessário começar com um goleiro que transmita confiança, “organiza a defesa e decida jogos nos momentos mais difíceis”. “Quando essa peça falha constantemente, todo o sistema sente”, completou. 

Cunha acertou com o Cruzeiro em julho de 2025 um pré-contrato, sendo oficializado o vínculo -com validade até dezembro de 2028 - em janeiro deste ano. A estreia com a camisa celeste aconteceu somente no fim de fevereiro após se recuperar de uma entorse no joelho. A lesão aconteceu dias antes do primeiro jogo do Mineiro, contra o Pouso Alegre, em que iria ser titular, pois o então técnico Tite havia preservado os titulares. 

Por coincidência, o adversário que enfrentou foi o mesmo, mas em jogo válido pela volta das semifinais do estadual. Cunha foi acionado no segundo tempo para entrar na vaga de Cássio, que havia deixado o jogo aos 12 minutos após sofrer uma pancada no joelho direito. Na meta, ele viu o Cruzeiro vencer o confronto por 1 a 0 e avançar à final da competição. 

Após esse jogo, voltou a atuar no dia 11 de março, quando assumiu a titularidade da equipe após Cássio se machucar no segundo tempo da derrota para o Flamengo, na quinta rodada do Brasileirão.

Com ele sendo o dono da posição, o Cruzeiro disputou oito jogos, venceu três, empatou dois e perdeu três. Foram 12 gols sofridos - uma média de 1,5 gols sofridos por partida. 

Neste sábado (18), às 20h30, o Cruzeiro voltará a campo em compromisso válido pela 12ª rodada do Brasileirão. O time receberá o Grêmio no Gigante da Pampulha com possibilidades de deixar a zona de rebaixamento - posto que ocupa desde o início da série A, sendo o lanterna por cinco vezes. 

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