
Mesmo com um adversário fraco pela frente, o Cruzeiro se mostrou sem sintonia e decepcionou seu torcedor ao sair do Mineirão com um empate sem gols contra o Huracán, no duelo disputado nesta terça-feira (3). Com muita vontade, mas pensando pouco, o time estrelado dominou o duelo, mas não conseguiu converter a maior presença ofensiva em bola na rede.
Com o empate, o Cruzeiro chegou aos dois pontos e divide a segunda colocação da chave com o Huracán. Os argentinos levam a melhor no número de gols feitos (dois contra zero). A liderança do Grupo 3 é do Universitário Sucre, que venceu o Mineros de Guayana, fora de casa, por 1 a 0.
O Cruzeiro voltará a campo no dia 19, uma quinta-feira, quando visita o Mineros de Guayana, em duelo que terá pontapé inicial às 20h15 (horário de Brasília). Antes, porém, o time estrelado terá dois compromissos pelo Campeonato Mineiro, sendo um deles o clássico contra o Atlético, no próximo domingo (8), no Mineirão.
Os argentinos, por sua vez, enfrentarão a altitude de Sucre no duelo contra o Universitário. A partida será realizada na próxima terça-feira (10) e terá pontapé inicial às 19h30.
TRANSPIRAÇÃO EM EXCESSO
Uma verdade: o time do Huracán é ruim. Fraco. Bem distante do que o futebol argentino costuma oferecer. Porém, mesmo jogando contra um adversário rágil tecnicamente, em casa e com apoio do seu torcedor, o Cruzeiro não se encontrou e decepcionou a todos que acompanharam a etapa inicial.
Um dos motivos que expliquem a falta de gols é a falta de sintonia entre os jogadores em meio ao excesso de vontade de tentar resolver a oportunidade criada. Em campo, era aquela velha máxima “1% de inspiração e 99% de transpiração”. Apesar de ter as rédeas da partida, os comandados de Marcelo Oliveira se mostraram extremamente afoitos para o passe final ou mesmo o chute a gol.
Prova disso foram as oportunidades criadas. No total, o Cruzeiro finalizou 12 vezes ao longo da primeira etapa, contra uma do rival. Dessas, 11 não atingiram a meta defendida por Giordano. Na única vez que o pé dos atacantes celestes esteve calibrado, aos 29 minutos, o arqueiro fez bela defesa e salvou o Huracán.
O time platino, que até pouco tempo frequentava a segunda divisão argentina, pouco acrescentou. Na parte defensiva, deixou a desejar, já que deixou espaços para o Cruzeiro trabalhar. Só chamou a atenção pelo excesso de catimba, desde os primeiros movimentos do relógio. A sensação que ficou com o apito que encerrou a primeira etapa era a de que se passasse o boi, a boiada vinha junto...
Confira a galeria de imagens do embate:
BATENDO CABEÇA
Na volta do vestiário, Marcelo Oliveira tentou consertar a efetividade ofensiva da Raposa. Willian, que se mostrou apático ao longo dos 45 minutos iniciais, deu lugar ao jovem Alisson. A mudança até que trouxe mais movimentação, porém o panorama não foi alterado.
Não mudou porque a saída de bola do Cruzeiro era afobada. Eram passes trocados sem necessidade, parecendo que a pelota queimava nos pés dos atletas celestes. Mesmo levando o rival para seu próprio campo, o time estrelado não conseguiu transformar a maior ocupação territorial em muitas chances efetivas de gol.
A grande virtude dos argentinos é que eles sabiam suas limitações. Continuaram frios em meio à pressão. Catimbaram sem medo e desceram rumo ao ataque nas poucas oportunidades de contra-golpe que tinham, assustando Fábio duas vezes.
Conforme o relógio andou, os argentinos recuaram sem medo. Se antes o Cruzeiro tinha espaços, mas não criava, nos minutos finais teve de encarar um amontoado de rivais vestidos de branco à frente da área.
Aos 43 minutos, na única oportunidade que teve cara a cara, o Cruzeiro não conseguiu anotar o gol salvador. Tudo porque Judivan recebeu passe no miolo da zaga argentina, mas mandou caprichosamente para fora na saída de Giordano. Não era a noite do time estrelado.
O QUE LEMBRAR
Da volta de Alisson. Após seis meses inativo, o meia-atacante mostrou qualidade quando teve a bola nos pés.
O QUE ESQUECER
Da afobação em excesso. O Cruzeiro poderia ter vencido com tranquilidade o adversário, mas não teve paciência para trabalhar a bola.
INÍCIO AQUÉM DO ESPERADO
O Cruzeiro somou apenas dois pontos contra dois adversários com qualidade técnica duvidosa.
FICHA DO JOGO
CRUZEIRO 0 X 0 HURACÁN
CRUZEIRO: Fábio, Mayke, Léo, Paulo André, Pará; Willian, Henrique, Marquinhos (Henrique Dourado), De Arrascaeta (Judivan) e Willian (Alisson); Leandro Damião. TÉCNICO: Marcelo Oliveira
HURACÁN: Giordano, Mancinelli, Hugo Nervo, Eduardo Domínguez, Balbi (Sotelo); Villarruel, Toranzo (Galegos), Vismara; Gamarra, Torassa (Montenegro) e Ramón Ábila. TÉCNICO: Néstor Apuzzo.
Data: 3 de março de 2015
Motivo: Jogo válido pela 2ª rodada do Grupo 3 da Copa Libertadores
Estádio: Mineirão
Local: Belo Horizonte:
Árbitro: Enrique Cáceres (PAR)
Auxiliares: Rodney Aquino (PAR) e Carlos Cáceres (PAR)
Cartões amarelos: Mancinelli, Domínguez, Giordano e Balbi (Huracán); Paulo André (Cruzeiro)