
A trajetória de Tite, novo técnico do Cruzeiro, teve o Atlético entre os três grandes clubes que dirigiu no início da carreira. O gaúcho desembarcou no Galo em 2005, aos 44 anos, após passar por Grêmio e Corinthians. No alvinegro, o insucesso terminou com demissão precoce e o Atlético rebaixado ao final do Brasileirão daquele ano.
Antes do Galo, o treinador foi “descoberto” pelo Grêmio após o Gauchão de 2001, quando o Tricolor perdeu a decisão para o Caxias no ano anterior. No Tricolor Gaúcho ele faturou a Copa do Brasil, aos 39 anos, permanecendo na equipe até 2003.
Ao deixar a equipe viveu a primeira experiência fora do Sul, ao ser contratado pelo São Caetano, do ABC paulista. Sob o comando dele, o time de São Paulo terminou a série A na quarta colocação, conquistando a vaga inédita à Libertadores de 2004.
Na competição continental, o treinador atuou em apenas uma partida, deixando a equipe para comandar o Corinthians, que vinha em má fase na série A. Com ele, o time se recuperou e conseguiu terminar em quinto lugar na competição, à época ainda disputada por 24 clubes. Em 2005, o início não foi o esperado pela gestão do Timão e a demissão ocorreu em fevereiro.
Foi então que ele desembarcou em BH pela primeira vez para atuar no Atlético. Repetindo o início no ex-clube, o treinador permaneceu na Cidade do Galo por apenas quatro meses, saindo no início de agosto daquele ano. No período, o treinador venceu apenas quatro dos 20 jogos que disputou, empatou cinco e perdeu 11.
Ao deixar o alvinegro ele só voltou a atuar em maio de 2006, quando foi contratado pelo Palmeiras para tentar livrar o time paulista do rebaixamento. Porém, na 25ª rodada da série A, fora do Z4, ele pediu demissão após atritos com o então diretor de futebol, Salvador Hugo Palaia. Na época, Tite disse que o gestor o “mandou calar a boca” e a relação de confiança “havia sido quebrada”.
Do Porco, ele foi viver a primeira experiência internacional. O treinador foi dirigir o Al Ain, nos Emirados Árabes, no fim de 2007, mas por seis meses. Segundo Tite, a dispensa ocorreu por não concordar em relacionar um jogador da seleção nacional para uma partida, conforme era o desejado dos gestores do clube.
Em junho de 2008 ele acertou com o Internacional, rival do primeiro grande clube. No Colorado as conquistas voltaram ao currículo do treinador. A primeira foi a Sul-Americana, no mesmo ano. Depois vieram o Gaúcho e a Copa Suruga Bank de 2009 ( torneio disputado pelo campeão da Sula e o campeão da Copa da Liga Japonesa em jogo único). Em outubro do mesmo ano, ele foi demitido após baixo rendimento no Brasileirão.
Aos 49 anos, ele voltou a deixar o país rumo a Abu Dhabi, para trabalhar no Al Wahda. A rápida passagem pelo clube - apenas cinco jogos - foi interrompida após ele aceitar o convite de retornar ao Corinthians para uma segunda passagem. Na equipe ele conquistou os primeiros grandes títulos da carreira: o Mundial de Clubes e a Libertadores. Além deles, o treinador faturou ainda o Brasileiro e a Sul-Americana e o Paulistão.
A trajetória terminou em novembro de 2013. Dois anos depois voltou ao Corinthians para novamente conquistar o Brasileirão. Em agosto de 2016 ele deixou o clube paulista para assumir a Seleção Brasileira. Foram seis anos à frente do Brasil e duas Copas disputadas.
Ao deixar a Seleção após a Copa de 2022, ele voltou a trabalhar apenas em outubro de 2023, quando assumiu o Flamengo, aos 63 anos. No Rubro-Negro, ele conqusitou o Carioca e acabou demitido em setembro de 2024, após a 28ª rodada do Brasileirão.
Pouco tempo após sair do clube carioca, Tite anunciou que faria uma pausa na carreira por tempo indeterminado "para cuidar de sua saúde física e mental". Em novembro deste ano, aos 64 anos, ele disse que estava pronto para retomar a carreira.
A volta acontecerá em janeiro de 2026, à frente do Cruzeiro com a Libertadores sendo a principal competição a ser disputada. Além da copa continental, Tite terá a Copa do Brasil, onde o Cruzeiro foi semifinalista neste ano, o Brasileirão e o Mineiro - que iniciam em janeiro.
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