Fratura de Gabriel Pec lembra caso de Fagner, mas exige tratamento diferente
Casos têm mecanismo semelhante, porém atingem ossos diferentes da perna e exigem tratamentos distintos; Cruzeiro ainda não divulgou prazo oficial para o retorno do atacante

A fratura sofrida por Gabriel Pec na vitória do Cruzeiro por 2 a 1 sobre o Internacional, na quarta-feira (22), pelo Campeonato Brasileiro, trouxe à memória a lesão vivida por Fagner na temporada passada. Embora a estimativa inicial para a recuperação do atacante seja semelhante à enfrentada pelo lateral, os dois casos apresentam diferenças importantes do ponto de vista médico. Enquanto Fagner fraturou a fíbula e foi tratado sem cirurgia, Pec sofreu uma fratura na tíbia e será submetido a um procedimento cirúrgico.
As duas lesões ocorreram após entradas duras de adversários. Fagner se machucou durante partida contra o CRB, pela Copa do Brasil de 2025, após um lance envolvendo William Pottker, que recebeu cartão amarelo. Já Gabriel Pec deixou o gramado do Beira-Rio aos 14 minutos do segundo tempo depois de um carrinho do zagueiro Vitor Gabriel, do Internacional, expulso com cartão vermelho direto. O atacante sofreu um corte profundo na perna esquerda e precisou ser substituído.
A principal diferença entre os casos está no osso atingido. A fíbula, lesionada por Fagner, fica na parte lateral da perna e suporta uma parcela menor da carga corporal, o que permitiu um tratamento conservador, sem necessidade de cirurgia. O lateral sofreu a lesão em 30 de julho de 2025 e voltou a ser relacionado exatamente quatro meses depois, após cumprir todas as etapas de recuperação física.
Já Gabriel Pec fraturou a tíbia, principal osso de sustentação da perna, responsável por suportar a maior parte do peso do corpo durante os movimentos. Por isso, o atacante passará por cirurgia antes de iniciar o processo de reabilitação. O Cruzeiro ainda não divulgou um prazo oficial para o retorno do jogador, mas, com base em lesões semelhantes, a recuperação costuma variar entre três e quatro meses.
Além das diferenças médicas, os episódios tiveram impactos distintos no elenco celeste. Fagner já fazia parte da equipe e vinha atuando regularmente quando sofreu a fratura. Gabriel Pec, por sua vez, teve a sequência interrompida logo na estreia oficial pelo Cruzeiro. Contratado nesta janela de transferências por cerca de R$ 60 milhões, o atacante permaneceu apenas 62 minutos em campo antes de deixar o gramado lesionado.
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