O Atlético Paranaense não conseguiu parar o líder Cruzeiro no Mineirão e voltou a perder no Campeonato Brasileiro, por 2 a 0, tendo frustrada suas intenções de encaixar uma sequência de resultados positivos, ainda sonhando em encostar nos líderes. O meia Marcos Guilherme explicou que a formação surpreendente da equipe, que entrou com três zagueiros, visava explorar os contra-ataques, mas um gol de Alisson, com ajuda do zagueiro Gustavo, atrapalhou os planos.
“Nossa proposta era marcar bem para sair no contra-ataque. Mas, com duas bobeiras, um passe errado e uma bola que desviou, tomamos os gols e nesse campeonato não pode bobear”, disse o jogador rubro-negro, que justificou a postura um pouco mais ofensiva, mas sem sucesso, após o intervalo pela necessidade do resultado. “Tomamos o gol no começo, estávamos perdendo o jogo, e voltamos arriscando mais, sendo mais agudos, mas não teve como”, acrescentou.
O jogo contra Raposa deu inicio a uma sequência complicada de jogos, que passa por Internacional, em Curitiba, Chapecoense, fora de casa, Corinthians, na Arena da Baixada e, finalmente, o clássico diante do Coritiba. Marcos Guilherme, no entanto, pondera, e acredita que a dificuldade é esperada a qualquer momento da competição. “São jogos difíceis, mas no Brasileirão não tem jogo fácil. Temos que passar por cima de tudo isso”, avaliou.
O zagueiro William Rocha defendeu a proposta do técnico Claudinei Oliveira, que esperava uma marcação forte com espaço para o contra-atacar, e garante que o time havia treinado esse posicionamento, mas foi surpreendido pelo gol mineiro. “É difícil falar depois de uma derrota, a nossa proposta foi boa. O difícil foi tomar o gol contra. Agora não temos tempo para respirar e domingo temos que jogar. Trabalhamos durante a semana, mas não esperamos tomar o primeiro gol”, concluiu.