“Graças a Deus, tive muita sorte contra eles. Foi marcante para a minha carreira”

Alexandre Simões - Hoje em Dia
Publicado em 17/08/2015 às 08:03.Atualizado em 17/11/2021 às 01:23.

O ex-atacante Marcelo Ramos, maior artilheiro do Cruzeiro nos confrontos de mata-mata contra o Palmeiras, fala sobre a rivalidade entre os dois clubes nos anos 90, quando eles disputaram títulos de expressão. 

Como eram as preparações para os confrontos de mata-mata contra o Palmeiras? Os jogos passaram a ter um sabor especial mesmo?


Os jogos tinham a marca de um clássico. A gente ter vencido a Copa do Brasil de 1996, dentro do Parque Antártica, criou um clima diferente. E depois foram muitos confrontos decisivos entre os dois clubes, por várias competições.

Você é o maior artilheiro do Cruzeiro nos confrontos de mata-mata entre os dois clubes. Dava um sabor especial marcar em cima do Palmeiras?

Eu imaginava que seria o maior artilheiro mesmo, pois me lembro de vários gols sobre o Palmeiras, principalmente nos confrontos dentro da casa deles.

Na partida que definiu um semifinalista do Brasileiro de 1998, você marcou duas vezes contra o Palmeiras, dentro do Palestra Itália. Recorda-se daquele jogo?

Claro, pois ganhamos a vaga lá dentro. Fiz dois gols e o Fábio Júnior marcou o gol da vitória, já no final da partida, quando o jogo estava 2 a 2 e o resultado classificava eles. Era muito gostoso. Toda hora a gente estava se enfrentando. Graças a Deus, tive muita sorte contra eles. Foi marcante para a minha carreira.

Apesar de o Cruzeiro ter levado vantagem nas quartas de final do Brasileirão, em 1998 vocês perderam duas decisões para o Palmeiras. Como foram aqueles momentos?

Ficou uma frustração. Chegamos a todas as finais, mas só ganhamos o Mineiro. Perdemos a Copa do Brasil e a Mercosul para o Palmeiras. O Brasileiro também deixamos escapar, numa final contra o Corinthians. Recordo-me que naquele ano concentramos no Natal. Foram muitos jogos. Foi um ano brilhante. Só não foi melhor porque faltou um título.

Antes da final da Copa do Brasil de 1996, você participou do grupo de jogadores que tirou uma foto polêmica, devorando uma leitoa, numa referência à mascote do Palmeiras, que é o Porco. Qual foi a repercussão daquilo?

Foi muita falta de experiência. Não tivemos essa maldade. Não imaginei que ia dar tanta repercussão. Lembro que o Levir (Culpi) ficou chateado. Ele sabia que não era provocação. Não eram jogadores polêmicos, mas foi uma situação complicada, que ficaria pior caso a gente não tivesse conquistado o título.

Nos confrontos contra o Palmeiras, você sofria a marcação do Cléber ou do Júnior Baiano. Qual era mais difícil de encarar?

Os dois. O Júnior Baiano é meu amigo, aliás, meu irmão. Mas eles também não tinham vida fácil. Nosso time tinha grandes atacantes, pois eles encaravam, além de mim, Fábio Júnior, Alex Alves, Müller. Eles chegavam junto, mas eram leais. Depois joguei com o Clebão no Cruzeiro. Com o Júnior Baiano, tinha resenha antes e depois dos jogos. Nos encontramos ainda hoje e falamos daqueles confrontos entre Cruzeiro e Palmeiras, pois marcaram as nossas carreiras.

Os confrontos deste ano, pela Copa do Brasil, têm favorito?

É jogo de time grande, não tem favoritismo. Duas equipes que sempre chegam na competição. Estou na torcida pelo Cruzeiro, mas não tem favorito.

Compartilhar
Ediminas S/A Jornal Hoje em Dia.© Copyright 2026Todos os direitos reservados.
Distribuído por
Publicado no
Desenvolvido por