

João Ricardo e Fábio têm a tarefa de ajudar suas equipes a se manter invictas (Foto: Lucas Prates/Hoje em Dia)
O torcedor do América anda orgulhoso de sua equipe. Afinal, o Coelho ainda não sabe o que é derrota em 2015. Do outro lado, a China Azul não tem motivos para reclamar. Mesmo em formação, o time estrelado também mantém a invencibilidade nesta temporada.
Neste domingo (22), a partir das 18h30, no Independência, pela nona rodada do Campeonato Mineiro, os dois times estarão frente a frente. Um deles poderá se tornar o único invicto da competição.
O Coelho soma cinco vitórias e quatro empates em nove partidas em 2015, um aproveitamento de 70,3%. São oito jogos pelo Estadual e um pela Copa do Brasil.
A Raposa tem seis vitórias e quatro empates em dez jogos, um rendimento de 73,3%. São sete duelos pelo Campeonato Mineiro e três pela Copa Libertadores. Vale lembrar que o time azul foi superado pelo Londrina, por 1 a 0, em um amistoso no início do ano. A partida, no entanto, não é considerada oficial.
Pretensões
Além da briga para manter a invencibilidade na temporada, o clássico poderá ser decisivo para as pretensões das duas equipes no Campeonato Mineiro. Em quinto lugar da tabela, com 16 pontos, dois atrás da líder Caldense, o América precisa da vitória para se firmar no G-4.
Na rodada seguinte, o Coelho fará um confronto direto com o terceiro colocado, Tombense. Uma derrota para o Cruzeiro pode comprometer os planos de Givanildo Oliveira de confirmar presença entre os quatro primeiros e passar para a próxima fase.
Com um jogo a menos, o Cruzeiro está em segundo lugar, com 17 pontos. Um triunfo pode deixar a Raposa bem próxima da classificação para a fase seguinte. Atingir esta meta passa necessariamente por uma vitória logo mais.
As duas equipes prometem endurecer o confronto. “Será um jogo importantíssimo, pois temos de retomar a liderança do Mineiro. Assim, ficaríamos muito bem, na ponta das duas competições (Estadual e Libertadores). Mas o jogo contra o América é um clássico, e certamente complicado. Temos que fazer uma partida melhor do que a que fizemos contra o Mineros (da Venezuela, pelo torneio continental)”, destaca o técnico do Cruzeiro, Marcelo Oliveira.
A ponta do Estadual virou uma obsessão do treinador, que não abre mão das vantagens que o primeiro lugar oferecerá na reta final da competição. “Jogar contra o América sempre foi complicado. Continua sendo um clássico importante, interessante do futebol mineiro, vamos respeitá-los, mas buscar a vitória, pois precisamos dessa primeira colocação, que dá as vantagens do regulamento do Campeonato Mineiro”, completa.
Eficiência
O América busca sua segunda vitória em clássico neste Campeonato Mineiro. O Coelho já passou pelo Atlético e contará com a eficiência do goleiro João Ricardo diante da Raposa.
O camisa 1 não sabe o que é sofrer gols há cinco jogos. “É por causa do grupo todo. Quando você fica cinco jogos sem tomar gol, todo mundo valoriza bastante o sistema defensivo. Mas, dentro de campo, a gente vê o Sávio e o Felipe Amorim se doando ao máximo na marcação. Então, acho que o grupo todo está de parabéns”, disse.
Em busca de entrosamento, técnicos evitam alterações
Sem mistérios no América. O técnico Givanildo Oliveira tinha uma dúvida no meio-campo, mas a vaga ficou com Diego Lorenzi, que venceu a disputa com Leandro Guerreiro. Segundo o treinador, a boa apresentação do camisa 8 no empate sem gols com o Boa Esporte, no último sábado, em Varginha, o credenciou a continuar.
“O Lorenzi foi muito bem. Então, merece começar o jogo”, explicou Givanildo. O jogador, que é meia de origem, foi contratado para atuar como volante no América. Ele participou de oito dos nove jogos do time na temporada, sendo cinco como titular.
Lorenzi comemora a oportunidade. “Ele (Givanildo) pode contar comigo sempre que precisar, como titular ou entrando nas partidas. Eu vim para jogar, independentemente se é contra o Boa, contra o Cruzeiro ou em Xanxerê (SC), que é minha cidade. Vou trabalhar para poder entrar no clássico e mostrar meu potencial novamente e ajudar o América a conquistar mais uma vitória”, disse.
Força máxima
Os adversários, por sua vez, irão com força máxima para o clássico. O comandante celeste, Marcelo Oliveira, deverá repetir a escalação do time que venceu o Mineros de Guayana, por 2 a 0, na última quinta-feira, pela Libertadores. A intenção é buscar o entrosamento entre os atletas. Além dos 19 jogadores que estiveram na Venezuela, foram relacionados o zagueiro Manoel, o volante Bruno Edgar e o atacante Riascos.
Na reapresentação do grupo à comissão técnica, no sábado (21), e no único treino antes do confronto, os titulares fizeram um trabalho regenerativo na academia, com exceção do goleiro Fábio. O capitão e os reservas foram a campo, onde participaram de uma atividade recreativa.