
O confronto de volta entre Cruzeiro e Huracán, no Estádio Tomás Ducó, só está prevista para o dia 14 de abril, mas os cruzeirenses que pretendem ir a Buenos Aires acompanhar a partida, que será pela penúltima rodada do Grupo 3, precisarão ficar atentos à segurança.
Huracán e San Lorenzo, campeão da Libertadores no ano passado, fazem o único clássico de bairro da capital argentina. A distância entre os estádios dos clubes é de pouco mais de dois quilômetros apenas.
E a torcida do San Lorenzo é aliada histórica da cruzeirense e com certeza vai ao estádio do rival apoiar o time de Marcelo Oliveira.
"No jogo de Buenos Aires devemos ter problemas de segurança, pois os torcedores do San Lorenzo vão reforçar a torcida do Cruzeiro. E a rivalidade é muito grande", revela Juan Di Nome, apresentador do programa "Amigos do Huracán", na rádio AM 840, o mais antigo de um clube de futebol no mundo, segundo ele, com 66 anos no ar.
Segundo Di Nome, a situação precisa ser acertada com antecedência pelos envolvidos no jogo, pois a questão pode ser grave.
O futebol argentino vive um problema grave em relação à violência nos estádios. As chamadas barras bravas, que são torcidas organizadas, se enfrentam constantemente e têm muito poder dentro dos clubes.
Pelas músicas da torcida do Huracán ficou evidente que a rivalidade com o San Lorenzo é mesmo gigante. Grande parte das músicas cantadas, continham xingamentos ao atual campeão da Copa Libertadores.