
Um dia após perder a mãe vitima de câncer e a vaga nas semifinais da Copa Libertadores, o técnico Marcelo Oliveira não conseguia esconder o abatimento em sua entrevista coletiva minutos depois da desclassificação. Para o treinador, mais do que desperdiçar a chance de brigar pelo tri, o que pesou foi a postura do Cruzeiro em campo, um time irreconhecível.
“O que me deixou indignado foi a forma que nós jogamos”, desabafou o treinador ainda tentando encontrar explicações para o fracasso diante de mais de 55 mil torcedores. Se o Cruzeiro nunca tinha perdido para o River no Gigante da Pampulha, a primeira derrota aconteceu justamente quando não podia. “Essa derrota eu acho que abala sim. Temos que sofrer como o torcedor está sofrendo e pedir desculpas a ele. Nos indigna, sim mas não tem culpado. Fico menos preocupado porque já fizemos coisas boas, quem viu jogo de lá contra o River e contra o São Paulo sabe que fizemos coisas boas. É um time que está se remontando e constantemente temos que sempre mudar uma peça ou outra, o que dificulta o entrosamento”, avaliou Marcelo.
Foram justamente as apresentações no jogo de volta contra o São Paulo e a vitória de 1 a 0 contra o River em pleno Monumental de Nunes, em Buenos Aires, há uma semana, que encheram a China Azul de esperança para garantir a vaga à semifinal da Libertadores. Mas o sonho caiu por terra em uma apresentação que é para ser esquecida. "O importante é que a equipe tentou. Lutamos até o fim, mas não conseguimos repetir a mesma postura que tivemos contra o São Paulo", assumiu o volante Willians.
Domingo, às 18h30, o Cruzeiro enfrenta o Figueirense, em Florianópolis, pela quarta rodada do Campeonato Brasileiro, competição em que soma apenas um ponto dos nove disputados e amarga a zona de rebaixamento. Passado o vexame, os jogadores se reapresentam na tarde desta quinta-feira (29) na Toca da Raposa II. Será a hora de remontar os cacos para a sequência da temporada.