
Dois dias depois ser demitido pelo Cruzeiro, Marcelo Oliveira foi um dos entrevistados do programa "Seleção Sportv". E, como não deixaria de ser, o ex-comandante da Raposa foi muito questionado sobre os motivos de sua saída. Segundo o treinador, não havia mais clima entre ele e a cúpula celeste, principalmente após a saída do diretor de futebol Alexandre Mattos, em dezembro do último ano.
"É difícil, todos nós somos responsáveis pelo momento de oscilação que o Cruzeiro está passando. Talvez eu não tenha participado tanto, interagido tanto na formação do elenco atual, nesse novo momento. Nos anos anteriores, nós trocávamos mais informações sobre a característica, sobre a qualidade dos jogadores, buscávamos mais referências. Neste ano, com a saída do Alexandre, acabou que não houve tanta interação. Nós pecamos um pouco na composição, no equilíbrio deste elenco. Nós tínhamos quatro centroavantes e cinco laterais-esquerdos e tínhamos uma carência de jogadores no meio-campo, de armadores que pudessem substituir o Ricardo Goulart e o Everton Ribeiro. Quando eu saio de um clube, não tenho como princípio ficar atirando. É uma coisa superada. Preciso pensar agora na próxima etapa da minha carreira, e o Cruzeiro vai seguir seu caminho da mesma forma", declarou Marcelo.
Marcelo sabia que sua situação na Raposa não era das melhores e, para ele, a demissão não foi nenhuma surpresa. Porém, o comandante revelou que achava que ao menos iria comandar o Cruzeiro contra o Flamengo e no clássico contra o Atlético.
"Sendo uma pessoa do futebol, como atleta e como técnico, não me surpreendeu muito. É rotina esse tipo de mudança. Eu esperava fazer esses dois jogos, contra o Flamengo e contra o Atlético, mas é uma situação superada. Fizemos o melhor que pudemos (...) Os últimos dois meses foram pesados no aspecto pessoal, com a doença da minha mãe, e no aspecto profissional, porque jogamos partidas decisivas, com o time sendo refeito durante as competições. A ideia é descansar um pouco e aguardar algo que seja bacana para seguir nosso trabalho", afirmou Marcelo.
Por fim, o comandante afirmou que pretende dar um tempo no futebol para estudar. Porém, está aberto para propostas.
"Eu penso que vou estudar, como projeto mesmo. Já até recebi um ou dois telefonemas, sondagens ainda, nada oficial, para fora do país. Mas não desenvolvi essa conversa. Primeiro, porque nosso trabalho é um pouco pesado. Segundo, porque, se você trabalha o ano todo, no fim do ano você não tem tempo suficiente para fazer uma reciclagem, um estudo (...) A ideia é descansar um pouco. Só voltaria ainda esse ano, assim rapidamente, se fosse um grande projeto, algo que valesse muito a pena, ou então algo muito diferente, de fora do país, que seria irrecusável. Então, teoricamente é isso que eu penso. Vamos aguardar", completou.