
Marcelo Oliveira reconheceu que o Cruzeiro deixou a desejar na derrota por 3 a 1 frente ao Huracán, em duelo disputado na noite desta terça-feira (14). Segundo o comandante, além do cansaço pela maratona de jogos, o time estrelado deixou a desejar na marcação e teve uma atuação aquém do desejado.
"Já prevíamos que o time estaria cansado. Tanto que tivemos que tirar um dos principais jogadores do nosso time, que é o Alisson, por recomendação médica, apesar dele querer jogar muito. Posteriormente, tivemos que aliviar a correria do adversário, colocamos o Willian Farias, para aliviar o Willians, que estava desgastado. Tivemos erros. Erramos em lances capitais. O primeiro gol sai em um drible em uma área perigosa e uma falta no Damião. Perdemos a segunda bola e tomamos o segundo (gol) e o terceiro foi falha na marcação. Marcamos individual e deixamos espaços naquele momento", avaliou.
Apesar de admitir a atuação ruim e que o Cruzeiro mereceu a derrota, Marcelo não deixou de atacar o calendário, afirmando que estão sendo levados em conta interesses que fogem do âmbito esportivo.
"Gostaria de comentar esse calendário. É impossível jogar um clássico, viajar na sequência, chegar às 4h30 da manhã de segunda e jogar no dia seguinte. Isso deveria ser discutido. É desumano. O comércio do futebol, a política e a desorganização estão sobrepondo à técnica. Tivemos que tirar jogadores, por falta de descanso. Isso não é normal. Cometemos erro hoje, pagamos caro, mas temos que lembrar", atacou Marcelo.
Sobre Alisson, que ficou de fora do duelo contra o Huracán justamente em decorrência do acúmulo de jogos, Marcelo adiantou que ele deverá participar do clássico contra o Huracán.
"O Alisson certamente jogará. Ele tem um tempo um pouco maior. Pode ser que o Marquinhos recupere também. Já está trabalhando no campo. Mas esperamos que o jogo seja sábado para não falarmos na terça da mesma coisa. Esperamos que haja bom-senso e que o comércio não fale mais alto novamente", concluiu o comandante celeste.