repetir o passado

Na Copa do Brasil, Cruzeiro já saiu atrás na ida e buscou a classificação por 6 vezes

A diferença para esta temporada, em que precisará vencer o Corinthians, em São Paulo, é que as viradas aconteceram no Mineirão

Paulo Duarte
esportes@hojeemdia.com.br
Publicado em 11/12/2025 às 12:15.
Cruzeiro precisará reverter placar contra o Corinthians para chegar à final da Copa do Brasil (Vinnicius Silva/Cruzeiro)
Cruzeiro precisará reverter placar contra o Corinthians para chegar à final da Copa do Brasil (Vinnicius Silva/Cruzeiro)

Ao longo da história da Copa do Brasil, o Cruzeiro já mostrou força para buscar o placar nos duelos da volta e seguir avançando na competição em seis oportunidades. A diferença para esta temporada, em que precisará vencer o Corinthians, em São Paulo, é que as viradas aconteceram no Mineirão, sendo a primeira em 1993, ano da primeira conquista.

Naquela ocasião, a Raposa perdeu por 1 a 0 para o Náutico, nos Aflitos, nas oitavas de final. Na partida de volta realizada no Mineirão, a Raposa contou com gols de Nivaldo e Nonato, aos 22 e 26 do primeiro tempo, para bater o Timbu por 2 a 0 e chegar às quartas de final, onde superou o São Paulo. 

Em 1999, o fato aconteceu na primeira fase da competição. Atuando no Sul, a Raposa foi derrotada pelo Caixas por 3 a 2 - sendo o ex-jogador Washington, o “Coração Valente”, responsável por dois dos três tentos dos donos da casa. 

No embate da volta, o Cruzeiro não deu brechas para o adversário e aplicou uma sonora goleada por 5 a 0 - gols de Marcelo Ramos, Valdo (duas vezes), Paulo Isidoro e João Carlos. Na fase seguinte, o time celeste caiu para o Athletico-PR após empatar a ida em 0 a 0 e a volta por 3 a 3, no Mineirão. Naquele ano, gols marcados fora de casa valiam para os visitantes. 

O mesmo cenário só voltou a se repetir nos anos 2000. O primeiro foi em 2002, quando teve pela frente o Londrina na segunda fase da Copa milionária. O Cruzeiro deixou o estádio do Café com uma derrota por 1 a 0, e duas expulsões: Ruy Cabeção e Cris. No Gigante da Pampulha, os atacantes Joãozinho e Jussiê garantiram o 2 a 0 que levaram o time celeste à terceira fase - onde foi eliminado pelo Corinthians. 

Em 2006, a Raposa foi ao Barradão para encarar o Vitória nas oitavas de final e acabou derrotada por 2 a 1. Na volta, com direito a hat-trick de Élber e um gol de Gil, o Cruzeiro bateu o Leão por 4 a 0, chegando às quartas de final para o duelo contra o Fluminense. O time carioca acabou com o sonho de mais uma conquista celeste ao vencer o duelo por 4 a 2 na soma dos jogos de ida e volta. 

Assim como este ano, em 2017 - ano do penta -, o time celeste saiu derrotado por 1 a 0 para o Grêmio nas semifinais, na casa do rival, e buscou a classificação no Mineirão, nas penalidades, após devolver o placar, com um gol de Hudson, no segundo tempo. Nas cobranças alternadas, Thiago Neves fechou a sequência em 3 a 2 para a Raposa. Na decisão, também no Mineirão, a conquista veio nas penalidades com um triunfo sobre o Flamengo. 

Já a última vez aconteceu há dois anos, quando a Raposa foi derrotada pelo Náutico por 1 a 0, nos Aflitos. Na volta, realizada no Independência, o time celeste venceu o duelo por 2 a 0, com gols de William e Richard, no último minuto do confronto, avançando às oitavas - onde foi eliminado pelo Grêmio. 

No domingo (14), o Cruzeiro precisará mudar os rumos da história, caso queira seguir sonhando com o hepta. O time celeste entrará na Neo Química Arena precisando vencer o Corinthians por um gol de diferença para levar a disputa pela vaga à final para as penalidades, ou por dois ou mais durante o tempo regulamentar para chegar à finalíssima da competição. A bola vai rolar a partir das 18h.

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